O Novo Banco vendeu por 37 milhões de euros uma carteira de crédito malparado com um valor contabilístico bruto de 79 milhões de euros.
O banco liderado por António Ramalho disse que, mesmo assim, esta alienação teve um impacto direto “marginalmente positivo” nos resultados e no capital.
“A carteira alienada inclui cerca de 12.000 empréstimos, nenhum abrangido pelo Mecanismo de Capital Contingente”, acrescentou.
O Novo Banco informa que o valor de venda da carteira ascendeu a 37 milhões de euros e explica que “a concretização da operação, nos termos acordados, deverá ter um impacto direto marginalmente positivo na demonstração de resultados e no capital” do banco.
No comunicado enviado à CMVM, o Novo Banco explica que a carteira de créditos não produtivos (non-performing loans) e ativos relacionados (no seu conjunto, Projeto Carter) foi vendida a uma sociedade detida por sociedades afiliadas e aconselhadas pela AGG Capital Management Limited e Christofferson, Robb & Company, LLC.
Esta transação, adianta o Novo banco, “representa mais um marco relevante no processo de desinvestimento de ativos não produtivos”, permitindo ao banco prosseguir a sua estratégia de “foco no negócio bancário doméstico”.
O jornal ECO recorda que António Ramalho pretendia avançar com o projeto de “Nata 3”, que incluiria ativos não produtivos que estão protegidos pela garantia pública e por um valor contabilístico bruto superior a mil milhões de euros, mas a polémica em torno das operações de venda de crédito, particularmente o imobiliário, levou o Fundo de Resolução, liderado por Luís Máximo dos Santos, a travar essas intenções.
Assim, o CEO do Novo Banco avançou para uma nova operação, denominada de projeto “Carter”, numa referência ao jogador de râguebi da Nova Zelândia Dan Carter, considerado um dos melhores do mundo.
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