Não havia tantos pré-avisos de greve desde o tempo da troika

Rodrigo Antunes / Lusa

Nas próximas semanas, são poucos os dias úteis que não têm pelo menos uma greve. Se o ritmo se mantiver, este será o ano da legislatura com mais pré-avisos.

Dos hospitais aos tribunais, passando pelos transportes e até pelos teatros. A lista de serviços que podem paralisar as próximas três semanas é grande. A última semana de junho é a mais preenchida com protestos, mas as paralisações começam já a meio desta semana, com os barcos que fazem as travessias do rio Tejo.

São poucos os dias úteis que, nas próximas semanas, não têm pelo menos um protesto já agendado. Segundo o Diário de Notícias, a reta final da legislatura tem sido fértil em termos de contestação social. Aliás, nem a desmarcação das greves dos professores às avaliações, dos enfermeiros e dos camionistas atenuou esta vaga

Apesar de os pré-avisos nem sempre se traduzirem em greves efetivamente realizadas, o DN olhou para os números e chegou à conclusão que qualquer um dos primeiros quatro meses de 2019 superou em larga escala os meses homólogos dos últimos anos.

De acordo com as últimas estatísticas publicadas pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT), registaram-se em abril 90 pré-avisos de greve, mais 23 do que em abril do ano passado e mais 52 do que em abril de 2016. Estes valores rivalizam mesmo com o mesmo mês de 2013 (92), em pleno período de contestação à intervenção da troika.

Mas os contrastes são ainda maiores se analisarmos o mês de março: registaram-se 113 pré-avisos de greve, quase o dobro em relação a março de 2018 (64) e março de 2017 (61) e quase o triplo em relação a 2016 (42).

Fevereiro, com 92 pré-avisos, e janeiro, com 70, foram mesmo, comparando com os mesmos meses desde 2012, os que somaram mais pré-avisos nesta década.

Ao todo, foram apresentados 365 pré-avisos até abril. Mantendo-se o ritmo, este número antecipa um recorde na legislatura. Em todo o ano passado registaram-se 733, o valor mais alto desde 2015.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, não fica surpreendido com estes números. O responsável diz que estes dados espelham a indignação generalizada dos trabalhadores e avisa que a contestação vai manter-se em alta.

“Não tivemos aumentos de salários, nem a valorização das carreiras e a concretização de compromissos assumidos pelo governo. O que podemos dizer é que a contestação vai manter-se e não apenas por estarmos em fim de legislatura. Vai manter-se até além de questões específicas de determinadas profissões, porque temos um problema geral associado à legislação do trabalho, que está em discussão no Parlamento”, disse.

Esta segunda-feira, a Intersindical vai reunir com o Conselho Nacional para preparar mais formas de luta contra a revisão do Código do Trabalho, ainda que não seja de prever nesta altura um cenário de greve geral, confirmou Arménio Carlos ao matutino.

As greves setoriais avançam também esta semana. Na quarta-feira, os trabalhadores da Soflusa realizam uma paralisação parcial, de duas horas por turno, e para sexta-feira há um pré-aviso de greve dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.

Na última semana do mês concentram-se greves que ameaçam parar serviços, em especial na área da justiça. Trabalhadores dos impostos, oficiais de justiça, procuradores do Ministério Público e médicos do Instituto de Medicina Legal, todos têm paralisações marcadas para essa semana, a que se juntam os médicos a 2 e 3 de julho e os trabalhadores dos CTT, a 5.

Os trabalhadores do Teatro Nacional de São Carlos e da Companhia Nacional de Bailado também estão em greve, um diferendo com o Organismo de Produção Artística (Opart) que já afetou as apresentações da ópera La Bohéme, em Lisboa, e deixam em risco o bailado Dom Quixote.

No entanto, apesar de as greves mais mediáticas e com maior impacto se realizarem em serviços públicos, os dados da DGERT mostram que a maioria dos pré-avisos vem de fora do setor empresarial do Estado: do total acumulado de 365 pré-avisos até abril, 264 vieram do setor privado e apenas 101 do setor empresarial do Estado.

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