“Inquérito racista” feito em escolas pergunta a pais se são ciganos ou brasileiros

Um inquérito, feito em escolas do Grande Porto e Lisboa, está a causar alvoroço por questionar os pais sobre se têm ascendência portuguesa, cigana, africana, Europa de Leste, indiana, brasileira ou “outra”.

Um inquérito, entregue esta segunda-feira aos encarregados de educação dos alunos de pelo menos duas escolas do 1.º Ciclo do Grande Porto, gerou grande controvérsia levando, inclusivamente, alguns pais a fazer denúncias no Alto-Comissariado para as Migrações (ACM), na Comissão para Igualdade e Contra a Discriminação Racial e também junto de Rosa Monteiro, secretária de Estado da Cidadania e Igualdade.

Segundo o Jornal de Notícias, que avança a notícia na edição desta terça-feira, os encarregados de educação são convidados a responder ao inquérito no qual devem especificar a origem do pai ou da mãe do aluno em questão: se é “portuguesa, cigana, chinesa, africana, Europa de Leste, indiana, brasileira ou outra”.

O documento conta com 15 páginas e foi distribuído em escolas do Grande Porto e de Lisboa. Segundo o JN, é composto por três documentos: os termos de participação e consentimento informado; a ficha de caracterização; e o questionário.

Os pais podem recusar responder ao inquérito, por muitos chamado de “inquérito racista”, mas devem justificar a sua decisão, tendo para o efeito de dizer se costumam ir às reuniões da escola e qual o papel da Ciência na melhoria da qualidade de vida.

O estudo em causa foi organizado pela CLOO, uma empresa de consultadoria em economia comportamental e coordenado pela investigadora Diana Orghian, que afirma ter autorização da Comissão Nacional de Proteção de Dados e da Direção-geral de Educação (DGE) para o realizar. No entanto, fonte da DGE disse ao matutino “nada ter a ver com o estudo”.

Diana Orghian refere ainda que o estudo está a ser feito em parceria com a Fundação Belmiro de Azevedo e que tem por objetivo “melhorar os métodos educativos em Portugal”. A responsável assume, no entanto, que “algumas coisas não correram bem”.

Segundo o jornal, os inquéritos foram entregues em várias escolas antes do prazo estipulado – 24 de setembro. Os investigadores afirmam que pretendiam retirar do documento a referência à palavra “cigana” até à data de entrega do inquérito.

Entretanto, esta terça-feira, o diretor-geral da Educação, José Vítor Pedroso, comunicado que vão ser retirados todos os inquéritos entregues, assegurando que o documento nunca foi aprovado integralmente.

“Qualquer inquérito que é aplicado dentro do recinto escolar (seja a alunos, professores ou funcionários) necessita de uma autorização da Direção-Geral da Educação (DGE). Há uma legislação em Portugal que quando os questionários se dirigem a alunos é muito exigente relativamente ao tipo de perguntas e ao tamanho do questionário”, disse.

O diretor-geral da Educação explicou que há um conjunto de critérios que faz com que na DGE haja um serviço que tem por missão analisar os questionários.

“E foi o que aconteceu com estes. Este questionário, como tinha perguntas sensíveis, exigiu uma avaliação prévia da Comissão de Proteção de Dados. Nós trabalhamos com a comissão e em alguns questionários é-lhes pedido um parecer prévio. A comissão aprovou este, mas desde que fossem retiradas as questões relacionadas com a origem étnica dos estudantes. Foi nessa condição que foi aprovado”, explicou.

Após a aprovação, indicou, “é passada uma declaração à entidade que está a fazer a investigação de que os inquéritos só podem ser aplicados nas escolas se forem retiradas as questões. “Só tive conhecimento ontem à noite. Ainda não tive de tempo de perceber o que aconteceu, porque não aplicaram o questionário que foi aprovado mas sim o original.”

José Vítor Pedroso salientou que as questões são muito sensíveis e por isso exigem a máxima atenção. “O que me referiram da escola (a escola é que deveria ter analisado o questionário) é que tinham analisado uma versão, que não esta, e que no dia da aplicação do questionário, estes chegaram à escola num envelope fechado. A escola, no meio de um primeiro dia de aulas, não teve tempo para verificar”, explicou.

O diretor-geral da Educação realçou que a DGE aprova o questionário que pode ser aplicado, mas depois cabe ao diretor do estabelecimento decidir se autoriza a aplicação na sua escola.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]
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26 YORUMLAR

  1. E qual é o problema agora?!
    Claro que o inquérito NÃO é racista porque nem sequer pergunta a raça; pergunta a ascendência!!
    E, quem não quer responder, não reponde!…

  2. Portanto, os 10.000 pais que são ciganos, brasileiros, estrangeiros, etc, protestaram porque acharam que era racismo..
    E os 1.000.000 de pais que concordam com as perguntas, já que permitem perceber se a ascendência tem uma influência real sobre o desempenho e a educação das crianças… Não vêem a sua opinião respeitada?

    • Claro. Então o amigo não sabe como é? Basta um papalvo dizer que é racista cai-lhe tudo em cima, a minoria é que tem razão e a grande maioria, que até anda por aqui a trabalhar que ae cale e baixe as calças.

    • Muito bem.
      Existem pessoas que para umas situações querem ser diferentes, mas quando se questiona, já é racismo.
      Aquela familia de raça cigana que não quis que a filha continuasse a estudar, quis fazer valer a sua raça, mas para outras situações já é racismo

  3. Noticia porcamente tendenciosa, o racismo está na moda sensacionalista da imprensa… Como se pode fazer um estudo estatístico da população estudantil sem colocar essa questão? Será que certas raças têm vergonha de frequentar a escola?
    Acho melhor fazerem uma noticia a anunciar a retirada dos dicionários das escolas pois são a maior compilação escrita de discriminação que existe não só entre raças mas entre conceitos de adjectivos, verbos, nomes, enfim… Racismo ou discriminação racial é o governo português atribuir subsídios a certas etnias sem terem que trabalhar ou ter qualquer tipo de pro-actividade produtiva para o crescimento económico e contributivo do nosso pais!

  4. 1ª questão:
    Se os pais forem estrangeiros, será isso segredo? Será que não tem qualquer relevância do ponto de vista da abordagem à educação do aluno? Então e se perguntarmos qual a idade dos pais – será isso discriminação etária? Se a escola quiser saber a morada, será isso para discriminar em função da geografia?

    2ª questão:
    Creio que foi infeliz perguntar se os pais eram de ascendência portuguesa ou [todas as restantes hipóteses]. Uma pessoa pode, por exemplo, ter ascendência portuguesa e, ao mesmo tempo, ascendência de uma determinada etnia. Estas ascendências não são, a meu ver mutuamente exclusivas.

    3ª questão
    Se eu recebesse esse questionário, eu poderia simplesmente não responder às questões que não achasse pertinentes. A justificação seria: “Não considero que essa informação seja relevante.” Assunto resolvido.

    4ª questão
    Muito cuidado com o uso e abuso da palavra “racismo”! Esta palavra tem um determinado significado que não deve, de boa-fé, ser usada indiscriminadamente. A meu ver (não sou jurista) apelidar de “racistas” as pessoas que fazem determinadas perguntas poderá ser por elas consideradas uma difamação, por manchar (de um modo ilícito) o seu bom nome.

    • Subscrevo. Muito bem dito. Poderia complementar, se me permitir, se for portugues e asiatico, não marca ou marca 2 cruzes. Quanto ao ponto 4. O Sr não poderia ter dito melhor. Usa-se a palavra racismo para tudo. Qualquer vitimização e aí está. Racista. E não me parece correcto. Já cansa e começa a ser ofensivo. Bem haja.

  5. De acordo com a notícia, não vejo racismo na aplicação do inquérito mas vejo-a em alguns dos comentários feitos. Em parte alguma da notícia é referido quem é que se queixou do racismo mas não faltou quem apontasse o dedo a alguns grupos/etnias; isso sim é preconceito racista.

  6. Mais uma história dos portugueses a importarem todas as tretas e modas que se passam nos EUA.

    O que sei, e está em quase todos os sites dos Agrupamentos de Escolas, é que os Agrupamentos têm um Plano de Formação onde consta sempre uma caracterização sócio-económica da área de actuação de cada Agrupamento, porque é importante sim conhecer as famílias e o meio onde vivem os seus alunos para ajudar a definir o seu plano de formação: mais ou menos aulas de apoio, actividades extra-curriculares, cursos profissionais e se existem costumes culturais dos seus alunos que a escola deva ter conhecimento.

  7. Claramente as pessoas não sabem o que é racismo nem discriminação. Perguntar ou afirmar que alguém é X não é racismo, nem descriminação. Racismo é atuar de forma diferenciada sem outra justificação senão a raça da pessoa.

  8. para ir mamar o meu dinheiro e de todos que paga os seus ipostos ai não a problema para responder e para ter uma casa de borla, que vão para terra deles se não estão bem.. ipocritas

  9. Acho que se deveria ir mais longe e perguntar em que partido votaram os paizinhos nas últimas eleições. E já agora se preferem usar a parte da frente ou de trás na hora de fazer sexo.

  10. Como exemplo, parece-me importante num estudo estatístico sobre cocktails conhecer os ingredientes e as proporções dos mesmos nos cocktails. O mesmo se aplicará a educação, saúde, censos, criação de macacos ou de porcos, etc.

  11. A pergunta tem a sua lógica e não tem nada a ver com racismo (tratar alguém pior por ser de determinada raça/etnia).
    Pretende (a meu ver) identificar os níveis de sucesso ou insucesso escolar, procurando saber se há alguma preponderância estatística nalgum grupo, de modo a melhorar o sistema de ensino, adaptando-o de maneira a melhorá-lo para todos.
    Só um cego/ignorante será capaz de defender que a origem sócio económica e as diferenças culturais, não influenciam o sucesso escolar!

  12. As crianças não tem culpa da origem a onde nascem, nem escolhem.
    Como é que define origem cigana?
    Ou africana, ou chinêsa, não tem o mesmo direito á vida como as outras.
    Que vergonha, e estamos nós no século XXI.
    Há que haver respeito pelo próximo, é por isso que o mundo está como está.

  13. puxa quem se revolta com isto, que acolha as minurias em casa e que não come o que é meu, no meu trabalho se empregou um sigano, passando 15 se foi, porque será? se ofereceu trabalhar em horário completo e não quis, para onde ele foi? quem os defenda e que acha esse tipo de questionário discriminatório, que pergonta a essa gentalha porque quando é para mamar a custa de quem trabalha não se importa dizer tudo e mais alguma coisa só para ir mamar, enfim pena que algum tão defensor dessa gente não seja en….

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