EPA / Malaga Fire brigades

Depois do último adeus a Julen, o menino de dois anos que morreu depois de cair a um poço em Málaga, é tempo de as autoridades apurarem responsabilidades.
De acordo com o jornal espanhol El Mundo, o proprietário do terreno e o responsável do poço podem ser acusados por homicídio por negligência, sujeitando-se ao cumprimento de uma pena de prisão que poderá ir de um a quatro anos.
A Guardia Civil, que investiga as circunstâncias que levaram à queda de Julen, já recolheu os depoimentos de ambos os homens. As autoridades pretendem averiguar se estes tinham conhecimento de que o poço não estava devidamente protegido e poderia constituir um risco para a integridade física, como se veio a confirmar.
A juíza, María Elena Sancho, tem na sua posse vários documentos que levam a crer que o furo de prospeção de água — e respetivas obras efetuadas antes do acidente — não tinham qualquer tipo de autorização legal.
“Será a juíza a decidir, mas nós achamos que o dono da propriedade sabia da existência da poço e encomendou as obras ilegais que obrigaram a mover a pedra que estava a selar o furo. Organizou uma reunião familiar com crianças pequenas sem medidas de segurança que pudessem evitar que alguém caísse. Este homem convocou a sua família para uma zona de obras ilegais, sem segurança, a poucos metros da vala onde estava o poço. Resta saber se estava consciente desta situação”, revelou um dos investigadores.
O corpo de Julen Roselló foi encontrado sem vida, 13 dias após ter caído ao poço. Os resultados preliminares da autópsia mostraram que a criança caiu de forma “rápida e livre” ao longo dos 71 metros de profundidade, apresentando um traumatismo cranioencefálico grave” e “politraumatismos compatíveis com a queda”.
O funeral realizou-se no domingo, às 12h00 locais. A operação de resgate da criança custou cerca de 1,5 milhões de euros, valor que pode ainda ser imputado ao proprietário do terreno e ao responsável do poço, caso se venham a provar responsabilidades diretas na morte da criança.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]


Eu normalmente até nem sou adepto da caça às bruxas, uma tendência contemporânea de que, de cada vez que há um acidente, alguem tem de ser culpado. Mas neste caso, a minha opinião é a de que os donos do poço merecem uma condenação.
Então estes gajos têm a distinta lata de vir dizer que meterem “uma pedra a tapar o buraco” e se alguém levantou a pedra, a culpa não é deles?.. Quando afinal eles é que encomendaram as obras que removeram a pedra!! Mas isso é alguma segurança? E a culpa não é deles?!..
Só por dizerem isso, já mostram uma tal falta de consciência e um tal marimbanço na tragédia, que merecem uma condenação de homicídio por negligência.
Não podia estar mais de acordo, a autopsia preliminar mostra que o Julen morreu da queda.
Contudo, o responsável da equipa de salvamento e também alguns engenheiros deviriam ser acusados por tentativa de homicídio por incompetência.
Se tivesse sobrevivido á queda, não teria certamente sobrevivido aos trabalhos de salvamento
Na minha opinião devem ser esses dois a serem responsabilizados pela tragédia, um porque ao abandonar o trabalho não teve o cuidado de vedar o furo devidamente para que no futuro não houvesse qualquer tipo de problema, o outro como proprietário possivelmente não exigiu esse cumprimento e negligenciou por completo o que no futuro poderia acontecer, serem devidamente castigados servirá também para que no futuro um pouco por vários países muitos pensem duas vezes antes de virar as costas a uma obra.
Estamos a esquecer uma coisa … Os pais do menino tinham autorização para entrar nesta propriedade? Onde estavam e o que estavam a fazer estes pais ali, quando o menino caiu? Possivelmente o dono do terreno terá a responsabilidade de ter o furo sinalizado, mas para sua segurança e de quem autorizar que entre. No final disto, mal do menino que sem culpa de nada, morreu.