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A nova tecnologia permite que os peixes passem pelas paredes das barragens. O objetivo é revitalizar a quantidade destes animais de água doce.

Um grupo de engenheiros e cientistas da UNSW Sydney descobriu uma forma de fazer com que os peixes passem pelas paredes das barragens, uma vez que estas têm bloqueado a sua migração nos rios australianos.

O chamado tubo de passagem para peixes é uma instalação de baixo custo e que gasta pouca energia. A ideia é bombear peixes a alta velocidade, através de um tubo que passa sobre a barreira de obstrução, para entregá-los com segurança na água que está do outro lado da barragem.

As novas passagens têm o potencial de voltar a conectar as populações de peixes em toda a Austrália – e potencialmente no mundo – onde, por exemplo, infra-estruturas como barragens estão associadas a um declínio dos ecossistemas de peixes de água doce no último meio século.

O professor Richard Kingsford, diretor do Centro de Ciência do Ecossistema da Escola de Ciências Biológicas, Terrestres e Ambientais da UNSW, afirma que estas infra-estruturas interromperam os ciclos de reprodução dos peixes já que muitos destes são impedidos de migrar.

Desta forma, um grupo de cientistas e engenheiros da UNSW uniu-se para chegar a uma solução relativamente barata, facilmente adaptável ao ambiente local e mais amiga do ambiente. Assim, os especialistas construíram e testaram um protótipo de passagem para peixes em Manly Vale.

Numa encosta perto da universidade, dois grandes tanques foram ligados por dois canos que bombeavam água de um lado para o outro. No tanque da parte inferior da encosta um pequeno robalo australiano foi incentivado a entrar numa câmara antes de ser bombeado a alta velocidade em direção a um tanque localizado numa zona mais acima na encosta.

Num ambiente comercial, as instalações da passagem para peixes deverão usar tubos de conexão consideravelmente maiores do que o de 90 mm usado no protótipo.

“O nosso trabalho mostra que este sistema irá funcionar de forma confiável em tubos de pelo menos um metro de diâmetro, transportando peixes a mais de 100 metros na ​​vertical”, garante Bill Peirson, um dos especialistas envolvidos na construção da tecnologia, num relatório.

O grupo está agora a procurar uma oportunidade para implementar a passagem para peixes numa instalação comercial e por isso está em negociações com a Câmara Municipal de Parramatta.

[sc name=”assina” by=”Ana Moura, ZAP” ]