Armindo Castro esteve dois anos e meio preso por um crime que não cometeu. Agora, exige ao Estado uma indemnização de meio milhão de euros como forma de reparar “o erro grosseiro” que foi a sua condenação.

Armindo Castro, um estudante de Fafe de 32 anos, foi condenado a 20 anos de prisão pelo homicídio da tia, Odete Castro, em Joane, Famalicão, em 2012.

O crime viria a ser assumido, dois anos depois, por outro homem. Armindo Castro acabou por ser absolvido, já em janeiro de 2018, mas a sua vida não voltou a ser a mesma, segundo o que disse ao Correio da Manhã

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“Esperávamos que alguém, em nome do Estado, tivesse algum contacto com o Armindo Castro, no sentido de pedir desculpa pelo menos, atenuar esta injustiça e reparar este enorme erro judiciário. Mas isso nunca aconteceu e decidimos, por isso, avançar com este processo para exigir a reparação deste erro clamoroso da Justiça portuguesa”, explicou o advogado Paulo Gomes.

Agora, Armindo Castro está a exigir ao Estado uma indemnização de meio milhão de euros como forma de reparar “o erro grosseiro indesculpável e escandaloso”. Ao mesmo jornal, o homem disse ter ficado com “danos psicológicos gravíssimos” depois de passar dois anos e meio atrás das grades.

“Ficou claramente demonstrado no acórdão que o Armindo nada teve que ver com este crime”, realçou o advogado como fundamento para o pedido de indemnização.

O homicídio de Odete Castro foi, na realidade, cometido por um casal de vizinhos – Artur Gomes e Júlia Lobo -, já condenados a penas de 20 e 18 anos de prisão.

Durante a investigação inicial, Armindo Castro confessou o crime e fez até uma reconstituição do homicídio. Segundo ele, só o fez por se sentir pressionado e ameaçado, temendo que a mãe pudesse ser presa.

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