O PCP entregou uma proposta de alteração ao Orçamento do estado para 2020 para manter congeladas as rendas antigas, quando os locatários tenham um rendimento inferior a cinco salários mínimos nacionais.

O PCP quer manter congeladas as rendas de inquilinos de baixos rendimentos, com contratos anteriores a 1990 e que, à luz da lei, poderão ser atualizadas a partir de novembro deste ano.

A bancada comunista entregou uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado que resulta no congelamento das rendas antigas, quando os locatários tenham um rendimento inferior a cinco salários mínimos nacionais.

“Muitas famílias têm a perspetiva de ver as rendas disparar com aumentos exorbitantes”, disse, ao Diário de Notícias, o deputado do PCP, Bruno Dias. É “preciso evitar novas consequências gravosas, para além das situações dramáticas que foram causadas pela lei que ficou conhecida como a ‘lei Cristas’. Temos de anular esta ameaça que está colocada, não criar um problema para depois vir resolvê-lo”.

Romão Lavadinho, presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses, diz que já alertou todos os grupos parlamentares e escreveu ao ministro da tutela a pedir resolução para este problema.

O responsável argumenta ainda que 100 ou 200 euros podem passar para valores na ordem dos 500 euros. “O que vai acontecer é que famílias com rendimentos mais baixos não podem pagar.”

Além disso, adverte que o problema vai manter-se no futuro para os inquilinos mais idosos, que “estão protegidos no contrato de arrendamento” pela aprovação da lei que impede o despejo de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos (desde que permaneçam há mais de 20 anos na habitação), “mas não estão protegidos no valor da renda“, podendo assim entrar em incumprimento do contrato.

A associação estima assim que mais de cem mil pessoas possam ser afetadas pelo aumento das rendas caso se mantenha o fim da cláusula de salvaguarda ao aumento das rendas, de acordo um número calculado com base nos dados dos Censos de 2011.

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