Mário Cruz / Lusa

O Tribunal da Relação de Lisboa rejeitou esta terça-feira um recurso da defesa de Rui Pinto para que o pirata informático passasse de prisão preventiva para domiciliária, justificando a decisão com o “elevadíssimo perigo de fuga”.

As justificações apresentadas pela Justiça são esta sexta-feira avançadas pelo jornal Público, que teve acesso ao acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa.

Para justificar o receio de fuga, o Ministério Público recordou as dificuldade das autoridades portuguesas e húngaras em localizar Rui Pinto, quando este vivia em Budapeste. A morada do português foi apenas conseguida “através de intercetações telefónicas realizadas ao seu pai”, detalha a magistrada no acórdão.

Além do elevado perigo de fuga invocado, o Tribunal da Relação receia também que o pirata informático coloque em risco todas as provas relacionadas com o Football Leaks, podendo assim por em causa o processo.

“Nos termos e com os fundamentos indicados, julga-se improcedente o recurso apresentado pelo arguido Rui Pedro Gonçalves Pinto”, pode ler-se no acórdão do tribunal, que decidiu manter a medida aplicada

, da qual o hacker tinha recorrido, após ter sido detido preventivamente, em março de 2019.

Entre as acusações estão crimes de acesso ilegítimo, acesso indevido, violação de correspondência, sabotagem informática e tentativa de extorsão, tendo o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decidido deixar cair 57 crimes em relação à acusação do Ministério Público, em setembro de 2019.

Depois de ter sido preso na Hungria e extraditado para Portugal, ao abrigo de um mandato internacional, Rui Pinto está preso desde março de 2019.

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