Investigadores brasileiros descobriram a presença do Zika de forma ativa em amostras de saliva e de urina.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), principal instituição brasileira em investigação na área da saúde, anunciou esta sexta-feira que o vírus foi detetado de forma ativa em amostras de saliva e de urina, avança a BBC.
Apesar de ainda não ser certo que a transmissão do vírus também possa ocorrer a partir destes casos, esta é a primeira vez que o Zika é encontrado neste tipo de amostras.
No comunicado, a instituição destacou a necessidade de serem necessárias mais pesquisas para perceber se há, ou não, essa possibilidade de infeção.
“O facto de haver um vírus ativo na urina e na saliva não significa que há necessariamente possibilidade de infeção noutras pessoas e de maneira sistémica através desses fluidos”.
Enquanto não houver uma confirmação oficial, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, pede que as pessoas tomem algumas precauções, sobretudo no caso das mulheres grávidas.
Evitar a partilha de talheres e copos é, por exemplo, um dos cuidados a ter, assim como os grandes aglomerados de pessoas. Apesar disso, o presidente não quer que os brasileiros deixem de ir para as ruas celebrar o Carnaval.
“Esta evidência não significa que tenhamos de dizer às pessoas que não podem ir para o Carnaval”, explica.
Na semana passada, as autoridades norte-americanas já tinham anunciado a existência de um potencial caso ocorrido por via sexual.
ZAP
Fim aos beijos.