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Zeinal Bava
O ex-diretor da PT aderiu ao perdão fiscal, em maio de 2012, para regularizar a fortuna de 11,5 milhões de euros que detinha no estrangeiro.
Zeinal Bava, antigo presidente da PT, aderiu ao perdão fiscal de 2012 – Regime Excecional de Regularização Tributária (RERT) III – para regularizar 11,5 milhões de euros vindos do exterior, avança o Correio da Manhã esta sexta-feira.
Segundo o jornal, a fortuna detida pelo ex-CEO no estrangeiro foi revelada pelo Ministério Público quando o interrogou, em fevereiro deste ano, como arguido na Operação Marquês.
De acordo com o MP, Bava recebeu, em 2007 e 2011, um total de 25,2 milhões de euros da Espírito Santo Enterprises, empresa do Grupo Espírito Santo suspeita de ser um “saco azul” para pagar luvas. O dinheiro terá sido pago como compensação pelos seus alegados favores ao GES enquanto administrador da PT, escreve o CM.
O Ministério Público alega que o ex-presidente da PT não declarou ao Fisco os 25,2 milhões de euros. Desse valor, foram pagos ao gestor 6,7 milhões de euros, em 2007, e 18,5 milhões de euros, em 2011. Já em 2016, Bava devolveu 18,5 milhões de euros, mais juros, à massa insolvente do GES.
Bava junta-se assim a Ricardo Salgado, Hélder Bataglia e Rui Horta e Costa, outros dos arguidos por envolvimento no negócio de Vale do Lobo que também aderiram ao RERT.
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Onde é que este "mânfio" arranjou tanto dinheiro?