Elon Musk acha que todos nós estamos presos numa pseudoexistência. Para o empresário, o Paradoxo de Fermi só tem uma explicação: estamos todos a viver numa simulação.

No popular podcast do comediante Joe Rogan, The Joe Rogan Experience, o fundador e CEO da SpaceX começou por explicar que o Universo tem 13,8 mil milhões de anos, e, assim sendo, qualquer civilização que tenha surgido teve muito tempo para aprimorar o seu conhecimento tecnológico.

“Se assumirmos qualquer taxa de melhoria, ou os jogos serão indistinguíveis da realidade ou a civilização irá acabar. Uma destas duas hipóteses vai acontecer”, disse Elon Musk. “Portanto, estamos muito provavelmente numa simulação.”

Embora seja apenas uma probabilidade, “eu acho que existem inúmeras simulações”. “Podemos também chamá-las de realidade ou multiverso.”

Além disso, o empresário acrescentou que se a sua hipótese for mesmo verdade, o substrato deve ser muito “chato”. “Por que motivo iríamos criar uma simulação que fosse chata? Pelo contrário, faríamos certamente uma versão muito mais interessante do que a realidade básica.”

A verdade é que diversos físicos, cosmólogos e filósofos, à semelhança de Elon Musk, consideram a hipótese da simulação convincente.

Segundo esta hipótese, se até mesmo uma civilização alienígena avançada, com uma predileção pela criação de simulações, surgisse, poderiam consequentemente surgir milhares – ou talvez até milhões ou biliões – de universos “falsos”. Descobrir a verdade seria uma tarefa verdadeiramente difícil para os habitantes desses reinos, porque todas as evidências que pudessem reunir iriam ser plantadas pelos criadores desse mundo.

De facto, a ideia da simulação é uma das muitas explicações para o famoso Paradoxo de Fermi. E parece ser a favorita do empresário. Resta saber se numa outra simulação, Elon Musk continuaria a ser o CEO da Tesla e da SpaceX. Ou se existiria sequer.

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