Alessandro Di Marco / EPA

Inspirados nos Coletes Amarelos franceses, nasceram os “coletes laranjas” em Itália, um movimento de contestação contra o Governo que acredita que “o vírus não existe”.

Apesar de ainda não ser um movimento muito grande, há já uma figura que se destaca: Antonio Pappalardo, ex-membro da polícia militar italiana (Carabinieri), que, aos 73 anos, se assume líder do grupo.

A inspiração dos “coletes laranjas” vem dos Coletes Amarelos franceses, que, desde novembro de 2018, realizaram uma jornada de protestos violentos contra o Governo francês.

De acordo com o semnário Expresso, os coletes laranjas de Itália defendem que o novo coronavírus é “um engano para controlar os povos” e exigem que o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, caia.

Antonio Pappalardo acredita mesmo que as máscaras são prejudiciais e é contra as vacinas, que considera “perigosas”, dizendo mesmo que se deve impedir que existam pessoas a vacinarem outras pessoas.

Pappalardo também se anuncia como “um dos melhores músicos do mundo” e garante que o Vaticano o considera “um génio iluminado por Deus”. Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Pappalardo disse que a secretária de Donald Trump lhe pediu “para compor algo para lhe dedicar”.

Em relação aos Coletes Laranjas, o objetivo final é que Itália saia da União Europeia.

Esta terça-feira, equipados de coletes laranja, o grupo juntou-se na Piazza del Popolo, em Roma, aos três líderes da direita italiana para assinalar o Dia da República.

No último fim de semana, muitos os elementos responderam à chamada e encheram os centros de várias cidades. Sem máscaras ou distância de segurança, violando a proibição em relação a ajuntamentos, saíram à rua para gritar “liberdade” e garantir que “o vírus é o maior engano organizado na História das finanças mundiais”.

De acordo com o jornal italiano La Repubblica, os manifestantes variavam de pessoas insatisfeitas com a resposta do governo à crise do coronavírus, muitos dos quais perderam o emprego a alguns ativistas de extrema direita e eurocéticos.

Simultaneamente, em Itália, chora-se a morte de mais de 33 mil pessoas, que sucumbiram à covid-19. O país foi um dos países europeus mais afetados pela pandemia.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=””]