Esta alegada “violação em grupo” ocorreu no passado dia 18 de Setembro, num Jardim de Infância do 13.º Arrondissement (ou freguesia) de Paris.
Durante a hora do recreio, a menina de 4 anos terá sido isolada por três colegas rapazes da mesma idade, “sob uma estrutura de jogo”, onde lhe terão tirado a roupa e praticado uma “penetração manual”, relata o jornal Le Parisien.
A publicação destaca os factos “graves” e “perturbadores”, frisando que não foi a primeira vez que um caso semelhante aconteceu naquela escola. A menina já teria sido alvo de um tipo de abuso semelhante durante o ano lectivo passado, perpetrado por outros dois colegas.
As quatro crianças implicadas no caso continuam a frequentar a mesma escola, segundo o jornal L´Express, depois de a directora do estabelecimento ter aconselhado os pais da vítima a não apresentarem queixa.
Todavia, o caso foi denunciado na esquadra do 13.º Arrodissement no passado dia 9 de Outubro, como constata o L´Express, frisando que foi aberto um inquérito na Brigada de Protecção de Menores da Polícia de Paris.
O caso está a deixar toda a comunidade preocupada e o presidente da Junta de Freguesia visada, Jérôme Coumet, já anunciou uma reunião na escola para breve, com a presença de um pedo-psiquiatra.
“Este tipo de actos não são frequentes, mas também não são excepcionais“, sustenta, por seu turno, a vice-presidente do Conselho Nacional de Protecção da Criança (CNPE na sigla original em Francês), Michèle Créoff, em declarações ao Le Parisien.
“Estamos na idade dos primeiros amores”, nota Michèle Créoff, realçando que as crianças estão “num estado de desenvolvimento onde a curiosidade emerge, nomeadamente ao nível sensorial e sexual”.
Contudo, o caso não pode ser encarado com leviandade, embora haja muitas dúvidas quanto ao modo de actuar. “Não se trata de uma história de toque de pipis entre duas crianças”, frisa ao Le Parisien um polícia que está envolvido no inquérito. “Há várias crianças implicadas e uma violência exercida contra esta pequena vítima”, alerta este agente.
Michèle Créoff reforça que “é preciso compreender como é que um grupo de crianças tão jovens, pode abusar de uma outra sem que haja consciência do ambiente educacional ou parental”.
O inquérito policial deverá, agora, avaliar o entorno social das crianças envolvidas, ouvindo pais e educadores, bem como outros intervenientes nas suas vidas. A investigação passa, nomeadamente, por procurar perceber se as crianças estarão a reproduzir gestos que algum adulto lhes tenha feito, ou a repetir algo a que tenham inadvertidamente assistido.
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Fod.... estou incrédulo!
O mundo está pedido!