Husond / Wikimedia

Vila Flor, no distrito de Bragança

A festa organizada por funcionários da Câmara de Vila Flor, no distrito de Bragança, para celebrar o aniversário do seu presidente, está a dar que falar. O município já conta com cerca de 70 infetados.

De acordo com o Diário de Notícias, o primeiro caso de covid-19 em Vila Flor, no distrito de Bragança, foi detetado no dia 11. Agora, o município já regista cerca de 70 infetados, detetados sobretudo entre os serviços da Câmara Municipal, do agrupamento escolar, da Unidade de Cuidados Continuados e dos bombeiros.

“Está tudo identificado e controlado. Estamos já numa fase de recuperação. No caso da Câmara Municipal, os nossos colaboradores estão todos recuperados e em condições de regressar ao trabalho”, declarou ao jornal o vice-presidente Abílio Evaristo.

Mas, segundo o DN, é uma festa organizada por alguns elementos da autarquia, para celebrar o aniversário do presidente da Câmara, Fernando Barros, no dia 8, que está a dar que falar. Tanto que os próprios funcionários publicaram um comunicado, esta quarta-feira, a isentar o autarca de quaisquer responsabilidades e a garantir que esse encontro não provocou nenhum infetado.

Na nota, os trabalhadores recordam que a festa aconteceu numa altura em que Vila Flor ainda não registava qualquer caso e não vigorava o atual estado de calamidade.

“O presidente nesse dia nem esteve no município e quando chegou é que teve essa surpresa. Foi um grupo de funcionários, onde eu também estava, que comprou um bolo e que no fim do dia, num espaço com todas as condições e com toda a gente de máscara, fez essa homenagem. Não durou mais de 15/20 minutos e todos respeitaram as distâncias”, disse Abílio Evaristo sobre o sucedido.

“Foi tudo legal, normal. Arrisco mesmo a dizer que não surgiu dali nenhum contágio. Tudo o resto que possam dizer é politiquice baixa. Não tem nada a ver”, atirou ainda o vice.

Confrontada pelo diário sobre a possibilidade de o surto no município ter tido origem nesta festa, a Autoridade Regional de Saúde do Norte disse que ainda não conseguiu confirmar a sua origem, mas que, tal como qualquer outro, “causa preocupação junto das autoridades competentes e imenso trabalho, quer no acompanhamento dos casos então identificados, quer no trabalho epidemiológico de tentativa de identificação de eventuais cadeias de transmissão”.

[sc name=”assina” by=”ZAP” ]