(E:D) António Cotrim / Lusa

A Operação Lex investiga, entre outras coisas, uma cunha que o presidente do Benfica terá metido ao juíz Rangel para que este intercedesse a favor do filho, Tiago Vieira.

Segundo o Correio da Manhã, quando Tiago Vieira, filho de Luís Filipe Vieira, tinha uma decisão pendente no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, o presidente do Benfica terá recorrido a Rui Rangel, juiz desembargador, para que intercedesse por ele.

Em troca, Vieira terá prometido a Rangel cargos remunerados no clube, nomeadamente, a presidência da Fundação Benfica e tornar-se responsável pela universidade a criar pelo clube no Seixal.

De acordo com aquele jornal, as informações foram reveladas através de escutas telefónicas.

No âmbito da Operação Lex, foi preso o advogado Jorge Barroso, que trata das questões ligadas ao imobiliário de Filipe Vieira. A este, juntam-se Santos Martins e o filho, que seriam os testas de ferro de rui Rangel. Uma ex-mulher de Rangel, Rita Figueira, e Octávio Correia, oficial de justiça, que viciava os sorteios no Tribunal da Relação para atribuir determinados processos a Rangel, também foram presos no âmbito da mega-operação conduzida pela Polícia Judiciária.

Luís Filipe Vieira é ou não arguido?

Um comunicado divulgado pela procuradoria-geral da República esclarece que entre as seis pessoas constituídas arguidas estão dois juízes desembargadores – que serão Rui Rangel e a ex-mulher Fátima Galante – e um dirigente desportivo – que, segundo a Lusa, trata-se de Luís Filipe Vieira.

No entanto, o comunicado não divulga qualquer nome e, ao contrário do que tem sido avançado pela imprensa, Luís Filipe Vieira pode não ter sido constituído arguido, segundo a TSF, que diz que esta última informação foi confirmada por fonte oficial do Benfica e pelo advogado do clube.

João Correia, o advogado do clube, confirma que até ao momento Vieira não foi constituído arguido, voltando a lembrar que o presidente do Benfica ainda pode vir a ser.

Por outro lado, o Observador assegura que tem a “informação confirmada por várias fontes” de que Luís Filipe Vieira foi efetivamente constituído arguido e que lhe foi aplicada a medida de coação de termo de identidade e residência.

Ainda segundo o mesmo jornal, Luís Filipe Vieira recusou-se a assinar a notificação do mandado de busca judicial assinado por um juiz de instrução criminal que legitimou buscas à sua residência e ao seu gabinete de trabalho e dos restantes documentos judiciais. Mas isso não impede que alguém seja constituído arguido.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]