Miguel A. Lopes / Lusa

O ex-ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José Vieira da Silva

O ex-ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, elogiou, em entrevista ao jornal ECO, a proposta para Orçamento de Estado para 2021 (OE2021) e disse que seria “estranho” que não fosse aprovado na próxima semana.

Em entrevista ao ECO, José António Vieira da Silva, ex-ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, elogiou o “equilíbrio entre a prudência e ambição” da proposta do Orçamento de Estado para 2021 (OE2021) e disse que seria “dificilmente compreensível” um chumbo.

“Acho que consegue um equilíbrio muito difícil entre prudência e ambição. Prudência porque, de facto, os riscos são grandes, os riscos de maiores desequilíbrios na economia. A ambição porque é um Orçamento que assume a crise e procura criar as respostas possíveis”, disse o ex-governante.

Para o ex-governante, seria “estranho” que o OE2021 não fosse aprovado na próxima semana, uma vez que, caso a proposta seja chumbada, o país perderá um “instrumento de estabilidade”.

“Parecer-me-ia muito estranho que isso não acontecesse. Julgo que todos devem avaliar bem o impacto das decisões nesse domínio. Precisamos dos instrumentos orçamentais, dos instrumentos de política para responder melhor a uma crise. Esta é a crise

das nossas vidas”, comentou.

“Julgo que seria muito pouco compreensível que, mesmo quem ache que o Orçamento não é o Orçamento perfeito — se é que há Orçamentos perfeitos –, não faça um esforço sério para que o país possa ter… não venham dizer que é com duodécimos“, continuou.

Vieira da Silva afirmou, na mesma entrevista, que não uma boa solução transformar os apoios sociais criados ao longo da crise pandémica em definitivos.

“Não creio que seja uma boa solução transformar instrumentos excecionais em instrumentos definitivos, porque é mais difícil garantir um equilíbrio, uma justiça, uma equidade no tratamento de todos os grupos sociais”, rematou. “Enquanto a pandemia tiver a força que tem, estamos numa situação de excecionalidade. Depois de voltarmos a uma situação de maior normalidade, teremos de repensar nisso tudo”.

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