Tânia Rêgo / Agência Brasil

Os residentes de uma pequena cidade no centro do Japão votaram esmagadoramente para destituir a única mulher do conselho local depois de a vereadora ter acusado o presidente da Câmara de agressão sexual.

De acordo com a CNN, Shoko Arai, deputada da cidade de Kusatsu, uma pequena cidade no centro do Japão, foi afastada do cargo depois de ter acusado o presidente da Câmara de violação. A decisão foi tomada em referendo e 92% dos eleitores votaram a favor da destituição (2.542 dos 2.835 habitantes).

Em novembro passado, a deputada publicou um livro no qual afirmava ter sido forçada a manter relações sexuais com o autarca da cidade. Shoko Arai denunciava também que as mulheres da cidade japonesa são tratadas como objetos e obrigadas a envolverem-se com homens influentes.

Depois da revelação, foi apresentada uma moção para destituir o presidente da Câmara, mas foi recusada. A CNN escreve que 19 residentes decidiram por pedir a demissão da deputada, propondo que fosse a população local a decidir em referendo, que se realizou no dia 6 de dezembro.

O grupo de cidadãos acusava Shoko Arai de “degradar” a imagem das mulheres da região, de manchar a reputação do autarca e retratava o mandato da única mulher no parlamento local como um “desperdício de dinheiro dos contribuintes”.

A decisão de afastar a deputada está a ser criticada no Japão como “injusta e sexista”. Em relação às questões de género, o país é considerado um dos mais desiguais do mundo.

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