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Adelino Vera-Cruz Pinto, ex-vice-cônsul de Portugal em Porto Alegre

O ex-vice-cônsul Adelino Vera-Cruz Pinto foi formalmente acusado pelo DIAP de Lisboa, depois de ter desviado 962 mil euros a alguns padres e bispos brasileiros em 2010.

O caso remonta a 2010 quando o ex-vice-cônsul de Portugal em Porto Alegre, no Brasil, enganou membros da igreja ao prometer que uma ONG e o Estado português iriam financiar em 70% o restauro de algumas igrejas

de origem portuguesa, avança o CM.

Para isso, Adelino Vera-Cruz Pinto convenceu padres e bispos a transferir para a sua conta bancária 30% do valor total dos projetos para garantir o suposto subsídio.

Foram 962 mil euros que serviram para pagar empréstimos de casas e que andaram a circular não só pela sua conta como também pela da mãe, esposa e filhos.

Para dar credibilidade ao plano, o diplomata chegou a trazer alguns membros a Portugal e recebeu-os numa sala da Basílica da Estrela, segundo informação apurada pelo CM.

O ex-vice-cônsul de 53 anos foi agora formalmente acusado pelo DIAP de Lisboa por burla, falsificação e branqueamento, assim como a sua mulher que também foi acusada por ser cúmplice do plano.

Recorde-se que, no ano passado, Vera-Cruz Pinto foi visto ao lado de António Costa nas comemorações da vitória nas eleições primárias do PS, enquanto era procurado no Brasil.

O diplomata tinha, na altura, um mandado de captura decretado pela justiça brasileira e era procurado pela Interpol.

Vera-Cruz Pinto conseguiu fugir à justiça brasileira depois de ter saído do país em março de 2011, logo após as autoridades terem aberto um inquérito ao caso.

ZAP