Manuel de Almeida / Lusa
Depois de Francisco Rodrigues dos Santos ter afirmado, em entrevista ao Sol, que o CDS “não fará alianças políticas com o partido Chega”, André Ventura reagiu em tom irónico: “Como é que o Chega conseguirá sobreviver nestas condições?”
Este sábado, em entrevista ao Sol, o líder centrista foi perentório ao sublinhar que o que aconteceu nos Açores fica nos Açores. “O CDS não fará alianças políticas com o partido Chega. Não fará certamente coligações com o Chega”, disse Francisco Rodrigues dos Santos.
A resposta não tardou em chegar, carregada de ironia e nas redes sociais: “Como é que o CHEGA conseguirá sobreviver nestas condições? Sem este aliado de peso, como poderemos almejar o poder em Portugal? Cheira-me que assim fica impossível…“, escreveu André Ventura no Twitter.
As águas à direita parecem mais agitadas, e a troca de palavras entre o líder centrista e o presidente do Chega é prova disso. Em declarações ao Expresso, Ventura sugeriu que, quando chegar a altura de conversarem, os centristas poderão ter outro comandante.
Quando houver legislativas, o Chega “já terá ocupado o espaço do CDS”, acrescentou Ventura, explicando que os democratas-cristãos “não estão numa posição que permita impor” o que quer que seja.
Na entrevista ao Sol, publicada este sábado, Rodrigues dos Santos disse ainda estar disponível para reeditar a Aliança Democrática, que uniu o PSD, o CDS e o PPM.
“Espero que estes tempos de mudança cheguem ao Continente e se possa reeditar uma Aliança Democrática que no passado deu provas de êxito e deixou boas memórias. Espero que seja possível estabelecer uma plataforma capaz de derrotar o Partido Socialista e oferecer uma proposta sólida e alternativa”, afirmou.
Sobre esta posição, o deputado único do Chega usou o sarcasmo para comentar: “Qualquer dia, vamos ter o PPM [que também assinou o acordo nos Açores] ou o Nós, Cidadãos! a dizer que não querem coligar-se connosco…”
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Chiquinho o CDS só faz alianças com o PPD porque sabe que o PPD lhe irá garantir uns Ministérios como foi em 2002 em 2011.