Manuel de Almeida / Lusa

André Ventura

Este sábado, em Coimbra, num comício como candidato presidencial, o líder do Chega dedicou várias críticas ao primeiro-ministro, António Costa.

André Ventura chegou a Coimbra, pisou o púlpito e, munido de um microfone, criticou duramente o primeiro-ministro, afirmando que António Costa é “um tipo de desagradável, que acha que tem piada”.

“Porque com aquele ar dele…”, acrescentou André Ventura, não terminando a frase. De acordo com o Observador, o líder do Chega disse que estava com dúvidas sobre o que ia dizer para a complementar, sublinhando não querer dizer nada “que me arrependa amanhã”.

Depois do suspense, continuou: “Com aquele ar de pai Natal indiano“.

António Costa tem ascendência goesa, sendo que o seu pai, Orlando Costa, embora tenha nascido em Maputo (Moçambique) é filho de um goês católico. Apesar de afirmar que não o dizia com “más intenções”, o líder do Chega antecipou as críticas que as suas palavras iriam provocar: “‘Racismo no Chega’. Agora temos a prova, vão dizer eles”.

No mesmo comício como candidato presidencial, Ventura disse que fará, no próximo domingo, uma “nova manifestação”, desta vez “contra a podridão e a pedofilia”. O objetivo é sair à rua para pedir a “castração química de pedófilos” e para enviar os “pedófilos para a prisão”.

Sobre Paulo Pedroso, que integra a equipa de coordenação de campanha de Ana Gomes à Presidência da República, André Ventura disse ser uma “vergonha”, fazendo várias referências ao processo Casa Pia e afirmando que Pedroso foi “ilibado pelos tribunais da forma como sabemos”.

“Os Paulos Pedrosos desta vida não passarão na vida política portuguesa”, disse Ventura, acusando o antigo ministro de representar “o pior que a política portuguesa tem: a ligação aos lóbis socialistas” e “as influências que fez o PS mover no chamado processo Casa Pia.”

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