José Sena Goulão / Lusa

André Ventura, Chega

O Chega de André Ventura tem mantido contactos internacionais, nomeadamente nos EUA e no Brasil, no sentido de estabelecer ligações que consolidem a sua força política. Terá mantido reuniões com elementos “próximos da família Bolsonaro” e prepara-se para trabalhar com o grupo europeu que integra a extrema-direita.

É o próprio Ventura quem confirma ao jornal Expresso que tem mantido contactos com o Partido Republicano dos EUA e com o Governo do Brasil, através de militantes evangélicos “próximos da família Bolsonaro”.

A ideia do líder do Chega é visitar estes dois países durante o último semestre de 2020, para iniciar “contactos formais”

, como refere ao Expresso.

“Se for possível, gostaríamos de ir aos EUA em Outubro ou Novembro, já ao Brasil acho mais difícil este ano devido à situação complicada” da pandemia de covid-19, atesta.

Entretanto, o Chega manteve uma reunião, através da plataforma de vídeo-conferências Zoom, com o grupo Identidade e Democracia que 73 deputados no Parlamento Europeu. Este grupo integra a Liga italiana de Matteo Salvini e outros partidos da direita nacionalista e da extrema-direita.

Ventura atesta que o partido de Salvini “manifestou interesse em trabalhar com o Chega e em acolher o partido apesar de este não ter eurodeputados”, como aponta o Expresso.

O Chega está, agora, à espera de uma “carta formal do coordenador internacional do grupo” para começar a colaboração. Ventura diz que essa carta deverá “chegar em breve”.

As últimas sondagens têm apontado uma subida do Chega nas intenções de voto. Na última análise efectuada, o partido de Ventura surge como a terceira força política do país, à frente do Bloco de Esquerda.

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