António Amen / Wikimedia

Hospital de Santo António, no Porto

A Galp doou 29 ventiladores que, segundo o Hospital de Santo António, seriam distribuídos por hospitais da zona Norte. No entanto, acabaram por ser enviados para Lisboa.

O Hospital de Santo António, no Porto, denuncia que os 29 ventiladores doados pela Galp terão sido “desviados” para Lisboa. O hospital terá recebido a informação que os ventiladores seriam distribuídos por hospitais da zona Norte. No entanto, acabaram por ir todos para Lisboa.

Face a esta denúncia, o presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP), Eduardo Vítor Rodrigues, enviou um pedido de esclarecimento ao Ministério da Saúde. “Até hoje não recebemos formalmente uma resposta, mas acredito que isso venha a acontecer”, disse em declarações ao Observador.

O Ministério da Saúde esclareceu, no sábado, que “todos os mecenas, incluindo a Galp, têm liberdade de escolha sobre o destino das doações que realizam“. Apenas nos casos em que o destino não seja especificado é que a tutela os distribui segundo “critérios técnicos e de necessidade”.

Neste caso, caso isto se confirme, Eduardo Vítor Rodrigues recusa-se a criticar o Ministério da Saúde: “Se assim foi, sou incapaz de criticar o ministério, agiu bem. Temos que olhar para o país num todo”.

Vários municípios da Área Metropolitana do Porto mostraram-se interessado em criar um agrupamento para financiar a aquisição de material para responder às necessidades face ao surto de Covid-19 na região. Cada município pode disponibilizar uma verba máxima de 750 mil euros, escreve o Observador.

“O dinheiro será depois mobilizado consoante um único critério: a necessidade de cada hospital”, explica Eduardo Vítor Rodrigues. “Não é altura de estarmos a competir para ver quem é mais ou menos solidário, estamos na altura de coordenação”.

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