Foreign and Commonwealth Office / Flickr

A atriz Angelina Jolie, enviada especial da ONU para os refugiados, e o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague

O presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, Diosdado Cabello, acusou Angelina Jolie de trabalhar para a CIA e para o Pentágono.

Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, acusou a atriz Angelina Jolie de trabalhar para a CIA e para o Pentágono, depois da visita da atriz ao Peru para se reunir com os refugiados venezuelanos.

Cabello acusou Jolie no seu programa de televisão, afirmando que a atriz é um instrumento de imperialismo. Além disso, acusou Jolie de trabalhar secretamente para o Presidente norte-americano, Donald Trump.

São agentes do imperialismo, da CIA, o Pentágono e todas essas entidades que o imperialismo tem para colocar uma lágrima que corre pelos rios para que o mundo acredite que tocaram no coração de uma estrela de Hollywood”, disse Cabello.

O presidente da Assembleia venezuelana acusou ainda Angelina Jolie de não se preocupar “com os 43 milhões de pessoas pobres que vivem nos Estados Unidos”, nem com “as crianças que estão a ser fechadas em celas” na fronteira entre o México e os EIA, graças à política de tolerância zero de Trump.

Mas Cabello foi ainda mais longe nas críticas, afirmando que Jolie nem sequer sabia localizar a Venezuela no mapa. “Uma atriz que ama os venezuelanos e é amada por eles; se lhe perguntas quantos habitantes tem ou não tem o país ela não faz a menor ideia. Onde fica a Venezuela?

Estou certo de que nem sequer sabes.”

Em relação à viagem da atriz, Diosado Cabello justificou-a dizendo que não passa de uma estratégia para cobrir o fluxo dos 10.000 americanos da América Central que chegaram à fronteira à procura de asilo da Casa Branca, adianta o Observador.

“Pensam que somos uma colónia porque enviaram uma atriz falsa à televisão para nos tentar enganar. Não se deixem manipular. Felizmente, somos muito conscientes”, concluiu Cabello.

A atriz visitou o Peru na semana passada, depois de a ONU a ter encarregado de avaliar a situação dos migrantes venezuelanos no país. A missão de três dias de Angelina Jolie permitiu à atriz reunir-se com mais de 400.000 pessoas, que desde 2015 procuram refugiar-se do regime venezuelano.

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