Paulo Cunha / Lusa

Incêndio em Pedrógão Grande

Os proprietários das zonas afetadas pelo grande incêndio de Pedrógão Grande “desanimaram” e querem agora pôr os terrenos à venda com receio das coimas por falta de limpeza.

Depois do grande incêndio de Pedrógão Grande, em junho, não foi registado qualquer aumento de interesse dos proprietários em vender os prédios rústicos. No entanto, segundo o Jornal de Notícias, esse panorama mudou há cerca de um mês.

Limpeza dos terrenos. Esta foi a temática responsáveis por fazer os proprietários mudarem de ideias. João Filipe, gerente da imobiliária Casa Serta, disse ao diário que a limpeza dos terrenos e, em particular, a aplicação de coimas a proprietários que não cumpram a lei, fez os proprietários considerarem a venda dos seus terrenos.

“Na altura, depois dos incêndios, estavam na expectativa de receber algum apoio ou não queriam simplesmente vender. Agora, como se fala em coimas, todos os dias recebemos telefonemas de pessoas que querem pôr propriedades à venda”, referiu o gerente.

São diversas as razões que fazem com que os proprietários queiram vender os seus terrenos, nomeadamente por terem feito a limpeza ou pago por ela e agora “é como se não tivesse sido feita”, devido à chuva dos últimos dias. Além disso, os poucos incentivos

existentes para a reflorestação dessas propriedades rústicas faz com que os proprietários “desanimem”, sustenta João Filipe.

O agente imobiliário contou ao JN que recebe, em média, um telefonema por dia e dois proprietários que vão até à agência pedir esclarecimentos, enquanto que antigamente passava-se dias sem aparecer ninguém a querer colocar à venda um terreno.

Fernando Fernandes, agente imobiliário da Esfera Real, também da região, conta que há casos “em que as pessoas quase que dão o terreno só para não terem a responsabilidade de os ter de limpar”.

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