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Este ano de 2016 pode ser “cataclísmico” para os mercados financeiros e para as economias globais, segundo a previsão do Royal Bank of Scotland, um dos bancos de investimento mais conceituados do mundo.

A instituição prevê uma “espiral deflaccionista” e aconselha os investidores a “vender tudo”, com excepção de activos seguros, como as dívidas públicas de Estados Unidos e Alemanha.

Dados que constam de um relatório do Royal Bank of Scotland (RBS), citado pelo Observador, que considera que o cenário actual é muito semelhante ao que se verificou em 2008, antes da crise do Lehman Brothers.

“Vendam tudo excepto obrigações de elevada qualidade. O que está em causa é o retorno do capital e não de retorno sobre o capital. Numa sala cheia de gente, as portas de saída tornam-se apertadas”, salienta o relatório do RBS.

A análise do Banco prevê que o preço do petróleo pode cair para metade dos valores actuais e que as acções dos mercados bolsistas europeus e norte-americanos também podem descer entre 10% a 20%, refere a mesma publicação.

Esta é um crise no horizonte que o banco de investimento imputa à desaceleração da China.

“A China desencadeou uma correcção enorme e haverá um efeito de bola de neve. As acções e os mercados de dívida tornaram-se muito perigosos, e mal começámos ainda a sair da fase de conto de fadas [Goldilocks Love-in] que vivemos nos últimos dois anos”, salienta-se no mesmo relatório.

O RBS faz ainda críticas à Reserva Federal dos EUA, acusando-a de “brincar com o fogo” por subir as taxas de juro quando se aproxima “uma tempestade”.

ZAP