Visando evitar um novo confinamento no país, o Governo e as autoridades de saúde estão a preparar regras mais apertadas para universitários e famílias.
A notícia é avançada esta semana pelo semanário Expresso depois de a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, ter revelado nesta sexta-feira, na habitual conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia em Portugal, que convívios familiares deram origem a 67% dos novos casos de covid-19 no país nos últimos dias.
“Estas confraternizações familiares têm sido responsáveis por 67% dos casos reportados nos últimos dias em Portugal. Quando as autoridades de saúde fazem uma investigação epidemiológica encontram esse tipo de convívio, por isso [faço] um grande apelo para que as famílias se coíbam nesta fase de ter estes encontros festivos, que, obviamente, levam à descontração e esta leva a múltiplos contactos”, frisou.
As novas regras serão “cirúrgicas” e, apesar de nada estar ainda fechado, o jornal adianta, depois de ouvir fonte da DGS, que se devem destinar a famílias e a universitários que, depois das escolas, fizeram soar os alarmes de novas infeções em Portugal.
A estratégia, que visa evitar um novo confinamento e consequente rombo na economia do país, passará por um reforço da necessidade de manter os contactos limitados a 10 pessoas e de os jovens “adotarem comportamentos adequados e responsáveis“.
Peritos e Governo concordam na necessidade de reforçar a mensagem e talvez as medidas junto destes grupos, apesar de não estar ainda agendada qualquer reunião neste sentido.
As negociações do Orçamento do Estado para 2021 deixaram em suspenso eventuais reuniões sobre o tema e só serão tomadas medidas agressivas caso o número de casos dispare em grande escala – para já, estudam-se medidas localizadas.
Marcelo endurece discurso
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, alertou esta sexta-feira que a situação epidemiológica em Portugal poderá obrigar a “repensar” o Natal em família.
“Se for preciso repensar o Natal em família, repensa-se. Não pode ser um Natal com 100, 60, 50 ou 30 pessoas, tem de ser dividido pelas várias componentes da família. É preciso repensar programas que se fazem com os amigos ou convivência social e ter precaução adicional. Neste período de pico que estamos a viver, vamos fazer esse esforço“, disse Marcelo, voltando a deixar um apelo ao sentido cívico dos portugueses.
“Quaisquer medidas que venham a ser adotadas, terão de ser cumpridas pelos portugueses. Nenhum de nós quer parar a economia e aumentar o desemprego. Mas é preciso ter consciência e cumprir as regras que venham a ser implementadas. Por isso as pessoas têm um papel fundamental. Não se pode tornar uma coisa obrigatória para milhões de pessoas se elas não cumprirem”, defendeu o Presidente dando o exemplo de um dos possíveis caminhos a seguir: o “uso de máscara na circulação na via pública em pontos de maior cruzamento de pessoas”.
“Estamos já num período só comparável na gravidade na pandemia aquele que foi vivido no início da primavera. Isso significa que é um período muito grave“, frisou.
Portugal registou esta sexta-feira mais 12 mortos relacionados com a covid-19 e 1.394 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Desde o início da pandemia, em março, este é o segundo maior número de casos de infeção. O maior foi em 10 de abril, com 1.516.
Portugal já registou 2.062 mortes e 83.928 casos de infeção, estando nesta sexta-feira ativos 29.702 casos, mais 735 do que na quinta-feira.
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Nesta "desgraça", o normal seria que o Povo Português, adoptasse uma atitude responsável de Cidadania e Civismo que na realidade Social é utópica. Por essa razão, pessoalmente considero que Portugal conta com Dez milhões de potenciais infectados. Uns, vitimas além de todos os cuidados tomados, outros, vitimas por pura estupidez e atitudes criminosas. Por este andar nada de melhor se pode esperar no futuro próximo. Funerárias e Fabricantes de materiais e produtos de proteção, são os que melhor, Economicamente ficam a ganhar !