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Yanni Varoufakis, ministro das Finanças da Grécia

Depois de Alexis Tsipras ter dito que não tinha pressa para ceder à vontade dos credores, a Grécia é forçada a recuar. Na nova proposta de Yanis Varoufakis, que vai ser enviada esta quinta-feira, não consta a referência à subida do salário mínimo.

O extremar de posições parecia excluir qualquer possibilidade de acordo, e após a última reunião do Eurogrupo, a Grécia falava mesmo de uma “proposta inaceitável”.

No entanto, a pressão dos mercados obrigou o governo grego a dar um passo atrás nas suas intenções. O ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, confirmou à televisão alemã ZDF que vai pedir uma extensão do acordo com os credores.

“Temos de estender o acordo dos empréstimos por alguns meses de forma a termos estabilidade suficiente para negociar um novo acordo entre a Grécia e a Europa”, disse Varoufakis, admitindo também que da parte do Eurogrupo “haverá obviamente três ou quatro condições” a que terá de ceder.

Na passada sexta-feira, Varoufakis garantia que “relativamente ao salário mínimo, o Governo irá repô-lo gradualmente até ao nível de 2012 de setembro em diante e após consultar os empregadores e os sindicatos”.

Mas segundo o Dinheiro Vivo, entre as condições em que a Grécia estará disposta a ceder, consta a questão da subida imediata do salário mínimo, de 586 para 751 euros, promessa eleitoral do Syriza que desapareceu do discurso de Varoufakis perante os colegas do Eurogrupo.

Outra das concessões do governo grego diz respeito ao haircut da dívida. Segundo garante o Governo grego, “não será tomada qualquer ação no sentido de um haircut do valor facial dos empréstimos” concedidos pelos credores, uma vez que, pelas contas de Varoufakis “até nem é preciso“.

O objetivo do executivo de Tsipras é ganhar tempo para implementar as reformas prometidas nas eleições para o Parlamento.

Fontes citadas pela agência Reuters garantem, no entanto, que o governo alemão não está aberto a negociar os prazos dos empréstimos à Grécia.

ZAP / Lusa