Paulo Novais / Lusa

O ex-ministro Armando Vara

A filha de Armando Vara poderá ser a próxima arguida do caso Operação Marquês, que também envolve José Sócrates. Isto porque o ex-ministro empurrou para a filha, Bárbara Vara, as responsabilidades quanto aos milhões de alegadas “luvas” depositados na Suíça.

Armando Vara terá alegado, junto do Ministério Público, que não sabe de onde vieram os milhões de euros que terão sido transferidos pelo ex-vice-presidente do Grupo Lena, Joaquim Barroca, para uma conta conjunta do ex-ministro e da filha Bárbara num Banco na Suíça.

Correio da Manhã frisa que, deste modo, Armando Vara imputa responsabilidades à filha e a coloca no “centro da investigação”.

Bárbara Vara poderá assim ser chamada a explicar uma verba de dois milhões de euros que o Ministério Público acredita serem “luvas” pagas a Armando Vara como uma “contrapartida do empréstimo de 194 milhões” de euros que a Caixa Geral de Depósitos concedeu ao empreendimento turístico do Vale do Lobo, no Algarve, conforme aponta o dito jornal.

O Ministério Público acredita que Armando Vara deu um “empurrão” àquele empréstimo enquanto era administrador da Caixa Geral de Depósitos.

A verba em causa terá sido transferida por Joaquim Barroca, outro arguido da Operação Marquês, que já terá admitido que foi “barriga de aluguer” de José Sócrates e marioneta de Carlos Santos Silva, o amigo do ex-primeiro-ministro que também é arguido no caso.

O dinheiro transferido por Joaquim Barroca para a conta de Armando Vara terá tido origem no empresário Hélder Bataglia que tem ligações ao empreendimento de Vale do Lobo para o qual José Sócrates terá feito excepções à medida, segundo as alegações do Ministério Público.

ZAP