Paulo Cunha / Lusa
O pai de Valentina, a menina de nove anos que foi encontrada sem vida este fim-de-semana em Peniche, nega qualquer responsabilidade na morte da sua filha.
Em declarações ao juiz de instrução nesta terça-feira, conta o jornal Observador, o pai de Valentina mantém a mesma versão que apresentou aos inspetores da Polícia Judiciária (PJ), alegando que não é responsável pela morte da menina.
A madrasta de Valentina, ouvida também nesta terça-feira, nega igualmente responsabilidades na morte da menina, dizendo que não podia ter feito nada para evitar este desfecho. Ambos apresentaram uma versão idêntica do que terá acontecido.
O Correio da Manhã detalha que a madrasta de Valentina terá contado que assistiu a tudo e que nada fez porque o seu companheiro a obrigou a ficar calada, forçando-a depois a vestir a menina e a acompanhá-lo na ocultação do cadáver.
O pai da menina, conta ainda o CM, insistiu na tese de morte acidental, hipótese já descartada pelos inspetores da PJ. Tal como frisa o jornal Público
, as autoridades não têm dúvidas de que houve um crime de assassinato e de ocultação de cadáver.O relatório preliminar da autópsia a Valentina aponta para uma morte violenta, com lesões na cabeça e indícios de asfixia. De acordo com a SIC Notícias, as marcas encontradas no corpo da criança terão sido resultado de uma única agressão, ainda na manhã de quarta-feira, mas apenas durante a noite é que o corpo foi transportado pelos dois suspeitos.
O juiz de instrução do Tribunal de Leiria aplicou esta quarta-feira a medida de coação de prisão preventiva ao pai e à madrasta de Valentina.
O pai da menina está fortemente indiciado pelo crime de homicídio qualificado, profanação de cadáver e violência doméstica, estando a sua companheira fortemente indiciada pela coautoria de homicídio qualificado, violência doméstica, omissão e dolo.
O Ministério Público tinha pedido nesta terça-feira ao juiz de instrução para aplicar a medida de prisão preventiva, a mais gravosa das medidas de coação.
Hipótese de desaparecimento não convenceu a PJ
O Expresso escreve, citando fontes policiais, que, desde o primeiro momento, a PJ desconfiou da hipótese de desaparecimento apresentada pelo pai e pela madrasta da menina. As versões “demasiado certinhas” relatadas por ambos causam desconfiança.
“Nunca pusemos o pai fora de suspeita. Alguma coisa tinha acontecido no círculo familiar”, revelou ao semanário uma fonte da PJ. “O que sabemos é que ambos são suspeitos da morte, mas ainda não sabemos quem é que fez o quê”.
A menina, de nove anos, foi dada como desaparecida na manhã de quinta-feira por uma denúncia feita pelo pai no posto da GNR de Peniche. As buscas contaram com o envolvimento de “mais de 600 elementos ativos, numa área de percorrida de sensivelmente de quase 4 mil hectares, palmilhada mais do que uma vez”.
O corpo da criança foi encontrado a meio da manhã deste domingo, mas a PJ não quis confirmar se foram os suspeitos a indicar o local onde deixaram a vítima.
[sc name=”assina” by=”ZAP” ]
Só espero que na prisão, alguém "trate" da saúde a este energúmeno.