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João Vale e Azevedo

João Vale e Azevedo perdeu o último recurso no Tribunal Constitucional e vai mesmo ter que cumprir mais 10 anos de prisão por ter ficado com quatro milhões de euros do Benfica na transferência de jogadores estrangeiros.

De acordo com o Jornal de Notícias, depois de ter apresentado vários recursos para revogar a condenação de 10 anos de prisão, o Tribunal Constitucional determinou o trânsito em julgado imediato do processo do ex-presidente benfiquista, por entender que Vale e Azevedo estava a abusar de incidentes processuais.

Depois de o TC ter chumbado, a 13 de outubro, mais um recurso, o empresário apresentou dois requerimentos apelando à nulidade de mais esta decisão, o que terá sido a gota de água para os magistrados.

No segundo requerimento apresentado, os juízes-conselheiros João Caupers e Maria Lúcia Amaral afirmaram que nenhum dos pedidos tem um “mínimo de verosimilhança”, acrescentando que a “apresentação destes requerimentos visa tão-só obstar ao trânsito em julgado”.

Em 2013, Vale e Azevedo acabou condenado pela 3ª Vara Criminal de Lisboa a 10 anos de prisão e a pagar sete milhões de euros desviados do clube, por crimes de peculato, falsificação de documento, abuso de confiança e branqueamento de capitais relativamente às transferências dos atletas ingleses Scott Minto, Gary Charles, o marroquino Tahar e o brasileiro Amaral para o Benfica.

Assim, o processo regressa à primeira instância para ser executada a primeira deliberação, o que significa que o empresário vai continuar preso mesmo depois de já ter cumprido 11 anos e meio pelas condenações nos processos Ovchinnikov/Euroárea, Dantas da Cunha e Ribafria.

ZAP