Estudos recentes revelam que a luz azul presente nos ecrãs LED suprime a produção de melatonina, a hormona do sono. A solução, de acordo com um novo estudo, passa por diminuir a intensidade da luz e colocar os dispositivos a 30 centímetros do rosto.

Vários especialistas do sono consideram o uso de dispositivos móveis antes de dormir responsável pelas noites mal dormidas. No entanto, e segundo um artigo do Medical Daily, se se mantiver estes aparelhos electrónicos a uma distância segura do rosto – cerca de 30 centímetros -, a luz não interfe com a qualidade do sono.

Richard Hansler, físico norte-americano especialista em questões do sono, explicou, em entrevista ao Gigaom, que o problema está na melatonina ou falta dela.

De acordo com o investigador da Universidade John Carroll, em Ohio, o tipo de luz presente nos ecrãs LED interrompe os ritmos circadianos naturais do corpo – períodos de 24 horas que ajustam o relógio biológico, controlando o sono e o apetite -, uma vez que a produção de melatonina é suprimida

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Foi em 2001 que os cientistas confirmaram que a luz de espectro azul é responsável por interferir na produção de melatonina.

“O que não precisa de investigação é isto: a luz entre 415 e 445 nm é extremamente quente e, quando está muito perto – digamos que a seis polegadas [cerca de 15 centímetros] da cara de uma criança – o impacto é significativo”, explicou o optometrista californiano William Harrison à publicação.

Para responder a estas conclusões, investigadores provaram que, se tem mesmo de usar o smartphone ou tablet antes de dormir, deverá manter o brilho do ecrã no nível mais baixo ou mantê-lo a, pelo menos, 30 centímetros do rosto.

CG, ZAP