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As pessoas com formação universitária correm maiores riscos de sofrer certos tumores cerebrais do que aquelas que têm um nível de instrução baixo. É o que conclui um novo estudo realizado com 4,5 milhões de suecos.

A pesquisa, levada a cabo por investigadores do Hospital Universitário de Karolinska, em Estocolmo, na Suécia, em colaboração com elementos do Colégio Universitário de Londres, no Reino Unido, apurou que as pessoas com ensino superior têm 19% mais riscos de desenvolver tumores na cabeça.

O estudo, divulgado no Jornal de Epidemiologia e Saúde Comunitária, envolveu 4,3 milhões de suecos nascidos entre 1911 e 1961.

Foram particularmente estudados aqueles que foram diagnosticados com tumores cerebrais, entre 1993 e 2010, num total de 7.100 mulheres e de 5.700 homens.

“Os homens mais qualificados (cerca de 3 anos de educação universitária) apresentaram risco aumentado de glioma comparativamente com homens com a educação primária”, aponta-se no artigo.

Nas mulheres com educação universitária verificou-se, também, o aumento nos riscos de glioma e ainda de meningioma, em comparação com as que tiveram apenas, educação elementar.

Os investigadores ainda verificaram “associações consistentes entre uma posição socio-económica mais elevada e maior risco de glioma”.

E também foi possível atestar que os homens com trabalhos mais intelectuais “apresentaram cerca de 50% de risco aumentado de neuroma acústico, comparativamente com homens com ocupações manuais”.

ZAP