Miguel A. Lopes / Lusa
O dirigente do movimento de extrema-direita ‘Nova Ordem Social’, Mário Machado
A União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) considerou na segunda-feira que a conferência nacionalista prevista para este sábado em Lisboa é “um insulto ao povo português, que em abril de 1974 derrubou a ditadura fascista”.
“No ano em que se comemoram 45 anos da Revolução dos Cravos e em que, por todo o país, se festejou a liberdade e a democracia, tal iniciativa, que contraria as normas da Constituição da República Portuguesa, constitui um insulto ao povo português, que em abril de 1974 derrubou a ditadura fascista”, lê-se em comunicado da URAP.
Segundo noticiou o Expresso, citando a agência Lusa, um total de 65 organizações antifascistas, 28 portuguesas e 37 estrangeiras, subscreveram um manifesto contra aquele evento internacional organizado pelo grupo de extrema-direita ‘Nova Ordem Social’, dirigido pelo já condenado por vários crimes de índole racial Mário Machado.
A plataforma antifascista, que promete promover uma concentração também no sábado, no Rossio, Lisboa, para se manifestar contra o encontro – que consideram ser de neonazis -, também avançou com uma petição pública eletrónica “Contra a conferência Neonazi do dia 10 de agosto em Lisboa”.
Até agora, a petição já reuniu mais de quatro mil assinaturas, apelando a autoridades políticas e aos partidos para atuarem de forma a impedir o outro encontro.
Os organizadores da conferência nacionalista só pretendem divulgar o local do seu evento, marcado para as 14:00, no próprio dia pelas 09:00, segundo a página do fórum do movimento Nova Ordem Social na Internet.
Confirmada já foi a presença de representantes de sete partidos e movimentos europeus de extrema-direita: Mário Machado, Josele Sanchez (Espanha), Adrianna Gasiorek (Polónia), Blagovest Asenov (Bulgária), Francesca Rizzi (Itália), Mattias Deyda (Alemanha) e Yvan Benedetti (França).
Fonte policial adiantou há cerca de uma semana à Lusa que o Serviço de Informações de Segurança (SIS) está a acompanhar “muito de perto” a conferência nacionalista.
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E será que estes mesmos da URAP em 1974/75 estiveram do lado das forças democráticas contra a quase imposição que esteve prestes a acontecer de um governo fascista comunista que a acontecer teria consequências bem mais graves do que as do regime anterior?