Manuel de Almeida / Lusa
O secretário-geral da UGT, Carlos Silva
O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, não vê com bons olhos que o PS negoceie um acordo à esquerda na formação de governo.
Em entrevista à Antena 1 e ao Diário Económico, Carlos Silva diz que as forças à esquerda do partido socialista não dão garantias de estabilidade para o futuro.
O líder da UGT e militante socialista diz que a central sindical prefere que o PS faça um acordo com a coligação PSD-CDS/PP.
Segundo o sue secretário-geral, a central sindical “mais tranquila” se o PS estabelecer um compromisso com a coligação de Passos Coelho e Paulo Portas.
De acordo com Carlos Silva, o PS precisaria do apoio do Bloco de Esquerda e do PCP, no que seria sempre “uma coligação muito instável que não daria garantias de que a “governabilidade seja assegurada por quatro anos”.
“Quem ganhou as eleições, sem maioria absoluta mas ganhou, foi a coligação PSD/CDS”, lembra o sindicalista.
Segundo Carlos Silva, o Presidente da República deverá “convidar o Dr. Passos Coelho, o líder da coligação, para encontrar soluções que garantam um governo a quatro anos”.
“Eu sou um homem de esquerda, sou socialista, sou militante do PS. E não abdico da minha formação política e sindical de esquerda”, diz Carlos Silva.
“Acho que o Dr. António Costa fez bem ao avançar com a auscultação e com a troca de ideias e impressões com os partidos à sua esquerda”, diz ainda o líder da UGT na entrevista ao Diário Económico, “mas o PS está aqui numa posição charneira, uma posição difícil.
“Quero relembrar, também como militante socialista, que nos últimos meses antes das eleições e até às eleições, a esquerda fez um discurso muito anti-PS, com o BE a assumir claramente que o PS era a grande desilusão desta campanha eleitoral”, nota o líder sindical.
“E Jerónimo de Sousa acusou o PS de ser um partido que sempre aplicou na prática políticas de direita”, acrescenta Carlos Silva.
ZAP
Os patrões já têm um representante... Este gajo devia representar os trabalhadores. Que porra é esta?