A L1ght, uma empresa que mede a toxicidade das plataformas digitais, partilhou recentemente um relatório no qual revela que o discurso de ódio contra a China e contra os chineses teve um crescimento de 900%.

Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, rotulou o novo coronavírus como “vírus chinês”, mas parece que não está sozinho nesta estigmatização.

A pandemia de Covid-19, que surgiu em território chinês, levou milhares de internautas a insultar o país asiático e os seus cidadãos com insultos racistas. Um relatório da L1ght, uma empresa especializada em medir a toxicidade das plataformas digitais, sugere que houve um crescimento de 900% no discurso de ódio contra a China no Twitter.

“As pessoas estão a passar mais tempo online e, portanto, estão a ser expostas a cada vez mais discursos de ódio. Os instigadores de ódio estão, provavelmente, a usar o clima de incerteza e tensão para incentivar comportamentos discriminatórios“, refere a empresa.

“De acordo com os nossos dados, o abuso racista está a ter como alvo os asiáticos. Os tweets tóxicos estão a usar linguagem tóxica para acusar os asiáticos de transportarem o coronavírus e de o disseminarem”, lê-se no relatório, citado pelo The Next Web

.

Segundo a empresa, a acompanhar o discurso de ódio, surgem também um conjunto de hashtags para criar o efeito de discriminação, como #Chinavirus ou #Kungflu.

Ainda assim, o relatório destaca que a discriminação não acontece apenas nas redes sociais. Vários asiáticos-americanos estão a enfrentar racismo nas ruas: em São Francisco, nos Estados Unidos, foram relatados mais de 1.000 casos de xenofobia entre 28 de janeiro e 24 de fevereiro, e o Reino Unido também registou vários casos de crime de ódio nas últimas semanas.

Se, por um lado, o mundo une-se para combater a atual pandemia de Covid-19, também há um ódio crescente pelas comunidades asiáticas a formar-se quer online, quer offline.

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