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O turismo do sono é a última tendência no lucrativo setor de bem-estar. O programa de aprimoramento do sono conduzido por médicos no Canyon Ranch, nos Estados Unidos, quer mostrar que dormir tem de ser levado a sério.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, um em cada três adultos não dormem o suficiente. De acordo com a especialista em sono, Alison Francis, está na hora do sono ser levado a sério. “A forma como as pessoas vivem e o stress que sofrem suprime as hormonas do sono”, afirmou Francis, que administra os seus próprios retiros particulares em todo o mundo, em declarações ao OZY. “A menos que possamos regressar a algum tipo de equilíbrio do ser humano, [a privação do sono] é apenas uma epidemia.”

Embora os efeitos da privação do sono sejam feios, os destinos de retiro nos quais pode lidar com isso são tudo menos isso. Maurícia, Suíça, Espanha e sudeste da Ásia são apenas uma amostra das escapadelas de sono populares.

No Golfo da Tailândia, o resort de bem-estar da ilha Kamalaya Koh Samui oferece aos hóspedes pacotes de aprimoramento do sono de cinco, sete ou nove noites. Lá, os mentores de bem-estar ajudam os hóspedes a adotarem hábitos saudáveis, como a criação de rituais noturnos. Massagens com vista também ajudam.

Mas não é preciso viajar pelo mundo para dormir melhor em lugares exóticos. As redes de hotéis estão já a capitalizar o turismo de sono. Por exemplo, a Westin Hotels, nos Estados Unidos, oferece um “menu de sono” de 24 horas com seleções destinadas a promover uma sesta de qualidade – por exemplo, salmão selvagem grelhado com quinoa de nozes.

Já no Canyon Ranch, palmeiras e catos são os vizinhos dos hóspedes. O sereno resort de bem-estar de 607 metros quadrados oferece ioga com vista para o deserto e caminhadas tranquilas pelas montanhas de Santa Catalina. Porém, algumas das experiências mais transformadoras do Canyon Ranch acontecem quando os olhos estão fechados

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Os hóspedes têm duas opções de treino para dormir. O primeiro é um teste de triagem do sono no local, onde se adormece com o equipamento de sono aprovado pela Food and Drug Administration para rastrear períodos de agitação. Para uma abordagem mais completa, o hóspede pode participar num estudo noturno do sono, em que o médico monitoriza e analisa o sono em tempo real.

O Canyon Ranch, de 40 anos, um dos primeiros refúgios de bem-estar nos Estados Unidos, oferece programas de sono orientados por médicos. A estadia no resort não é barata – custa, no mínimo, cerca de 1.400 euros por noite, o que inclui refeições, aulas, atividades e um crédito diário de 145 euros para serviços como massagens e tratamentos corporais ou tratamentos individuais com médicos.

Canyon Ranch

Pagar milhares de euros apenas para dormir pode levantar algumas críticas, mas a experiência é mais do que descansar, acordar, relaxar e repetir. Os médicos certificados pelo conselho da instituição analisam o sono e elaboram planos para ajudar os hóspedes a superar problemas como apneia do sono, insónia, síndrome das pernas inquietas e sonambulismo, além de outros problemas de saúde, incluindo dor crónica, menopausa, saúde do coração, saúde cerebral, stress e luto.

“Quando tivermos um diagnóstico ou fator-chave, poderemos abordar as oportunidades físicas, mentais, emocionais e espirituais em direção a uma melhor saúde”, explicou Param Dedhia, diretor de medicina do sono do Canyon Ranch. Isso pode significar fazer mais exercício, comer refeições equilibradas, aproveitar o sol da manhã e reduzir a exposição à luz azul dos smartphones hábitos positivos de higiene do sono fáceis de praticar em casa.

A experiência vale o dinheiro? Na CES 2020, a Withings anunciou que o seu ScanWatch vai rastrear a apneia do sono através de sensores de SpO2 – saturação de oxigénio. O relógio foi submetido ao FDA e a empresa antecipa um preço entre 220 e 270 euros. O lançamento está previsto para meados de 2020. Este tipo de dispositivo pode significar testes de retiro de sono sem preços de retiro de sono.

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