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O senador republicano John McCain morreu aos 81 anos

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou divulgar um comunicado preparado pela Casa Branca que apelidava de “herói” o recém falecido senador republicado John McCain.

Após a morte do senador republicano John McCain, foram vários os funcionários que defenderam a divulgação de um comunicado oficial da Casa Branca no qual se chamava o senador de “herói” e se elogiava o seu serviço militar, em particular o desempenho no Vietname, onde foi prisioneiro de guerra.

Mas Donald Trump pôs um travão. Segundo o The Washington Post, o Presidente norte-americano rejeitou a versão final da declaração, dizendo que preferia reagir no Twitter à morte de McCain. “As minhas mais profundas simpatias e respeito vão para a família do senador John McCain. Os nossos corações e orações estão consigo!”, escreveu.

De acordo com a agência EFE, a decisão de Donald Trump rompe com o protocolo habitual dos presidentes dos EUA, que, por norma, emitiam comunicados onde destacavam as conquistas e proezas das personalidades após a sua morte. Além disso, esta decisão evidencia, sobretudo, o grau de animosidade

que Trump ainda sente por McCain.

Apesar de pertencerem ao Partido Republicano, Trump e McCain mantinham uma relação contenciosa. Ainda enquanto candidato, Donald Trump criticou a carreira de John McCain, afirmando que o veterano do Vietname não era um verdadeiro herói por se ter deixado apanhar.

John McCain, que morreu no sábado aos 81 anos devido a um agressivo cancro cerebral, será enterrado no próximo domingo, dia 2 de setembro, na Academia Naval de Annapolis (Maryland), depois do velório no Capitólio, uma honra reservada a poucos.

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