Stefani Reynolds / EPA

Donald Trump anunciou aos jornalistas que quer proibir a aplicação TikTok nos Estados Unidos.

O TikTok está na mira de Donald Trump. O Presidente dos Estados Unidos anunciou, esta sexta-feira, que vai banir a aplicação nos Estados Unidos. A informação foi avançada por Trump a uma comitiva de jornalistas que, com ele, viaja a bordo do Air Force One, o avião presidencial norte-americano.

Aos jornalistas, o governante disse que poderia usar poderes económicos de emergência ou uma ordem executiva para cumprir a promessa, mas não clarificou que ordem seria essa e que obstáculos legais poderia enfrentar, avança o Expresso.

Esta sexta-feira, a equipa presidencial destacada para acompanhar os desenvolvimentos relativos ao futuro da aplicação no país aguarda que o Presidente assinasse uma ordem para forçar a ByteDance – empresa chinesa proprietária da rede social – a vender as operações nos Estados Unidos.

A administração Trump considera que o TikTok, por ser de propriedade estrangeira, nomeadamente chinesa, pode ser um risco à segurança nacional.

Entretanto, e de acordo com informações avançadas pelo New York Times, a Microsoft estará em negociações com a ByteDance para adquirir o TikTok. Mas a aquisição não parece satisfazer Donald Trump, que rejeitou a ideia de que um possível acordo elimine as suas preocupações com a segurança nacional dos Estados Unidos.

O diário norte-americano escreve que ainda não é claro em que ponto se encontram as conversações entre a Microsoft e o TikTok mas, de acordo com uma fonte, um acordo entre as duas empresas pode modificar a propriedade da aplicação.

O TikTok tornou-se a primeira rede social chinesa a ganhar dimensão significativa junto dos utilizadores fora de seu país de origem. Terão sido realizados 315 milhões de dowloads nos primeiros três meses deste ano, mais do que qualquer outra aplicação.

Os críticos temem que os dados dos utilizadores nos Estados Unidos acabem nas mãos do Governo chinês, apesar de a rede social já ter dito que armazena os seus dados fora da China. Segundo o Expresso, especialistas em segurança informática garantem que o risco potencial para a segurança nacional é teórico.

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