Michael Reynolds / EPA

O Presidente Donald Trump sugeriu que os mexicanos são uma ameaça muito maior do que o Daesh. Respondendo uma vez mais às críticas sobre ter retirado as tropas dos Estados Unidos (EUA) junto à fronteira entre a Síria e a Turquia, afirmou que prefere “muito mais” focar-se na “fronteira a sul, que faz parte dos Estados Unidos da América”.

“E a propósito, os números baixaram imenso e o MURO está a ser construído!”, afirmou ainda Donald Trump, citado pelo Expresso na terça-feira.

A retirada das tropas norte-americanas daquele território abriu o caminho à atual ofensiva do Presidente turco Recep Tayyip Erdogan contra os curdos (que já matou dezenas de combatentes e civis, apontando a Vanity Fair para 81 dos primeiros e 60 dos segundos).

Esta não é a primeira vez que o Presidente norte-americano faz a associação entre os mexicanos e o terrorismo. Em março, segundo o Washington Post

, Donald Trump estava a considerar designar os cartéis de droga do país vizinho como terroristas. O seu discurso público sobre a emigração tem identificado a emigração ilegal do México com as atividades dos gangues criminosos desde o dia em que lançou a sua campanha presidencial, em 2015.

Em relação ao Daesh, disse que o facto de centenas de membros desse grupo que eram prisioneiros dos curdos terem conseguido fugir após a Turquia lançar o seu ataque não é um problema, pois muitos deles deslocar-se-ão para a Europa, de onde são originários, não para os EUA.

E acrescentou: “Após derrotar 100% do Califado, retirei largamente as nossas tropas da Síria. Deixem a Síria e Assad proteger os curdos e lutar com a Turquia pela sua própria terra. Disse aos meus generais, por que é que devemos lutar pela Síria e Assad para proteger a terra do nosso inimigo?”.

Tendo há dias chamado aos curdos – que lutaram ao lado dos EUA contra o Daesh durante anos e sofreram 11 mil baixas – “gente especial e combatentes maravilhosos”, garantindo que de modo algum os tinha abandonado, agora explicou: “Quem quiser ajudar a Síria a proteger os curdos está bem para mim, seja a Rússia, a China, ou Napoleão Bonaparte. Espero que se saiam muito bem, estamos a 7000 milhas (11.265 quilómetros) de distância”.

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