O Presidente dos Estados Unidos anunciou, esta quarta-feira, a decisão de proibir que os transexuais sirvam nas Forças Armadas do país, depois de se ter aconselhado com “generais e especialistas militares”.

Donald Trump fez o anúncio através do Twitter e detalhou que o governo não aceitará nem permitirá” que pessoas transgénero “sirvam em nenhuma posição” das Forças Armadas.

“Depois de consultar os meus generais e especialistas militares, por favor saibam que o governo dos Estados Unidos não aceita ou permite que indivíduos transgéneros sirvam em qualquer posição nas Forças Armadas dos EUA”, escreveu.

“Os nossos militares devem estar focados nas vitórias decisivas e esmagadoras e não podem ser sobrecarregados com os tremendos custos e perturbações médicas que envolvem os transgéneros. Obrigado”, completou o presidente.

As barreiras para que os transgéneros pudessem tornar-se militares nos EUA foram derrubadas pelo Pentágono, em 2016, no Governo de Barack Obama.

Desde 1 de outubro que os soldados transgéneros também podiam receber cuidados médicos e dar início ao processo burocrático para terem a identidade de género alterada no sistema de pessoal do Governo.

Pelo menos 250 militares no ativo estão já no processo de transição de sexo ou foram aprovados formalmente para que conduzam a mudança no sistema pessoal do Pentágono, afirmaram fontes da Defesa dos EUA.

A abertura formal do alistamento era esperada ser anunciada ainda este ano e o único requisito seria de a pessoa estar “estável” no seu género por pelo menos 18 meses.

Entretanto, em junho, o secretário de Defesa, Jim Mattis, aprovou um atraso de seis meses na iniciativa, o que deixou os defensores dos direitos dos transgéneros em estado de alerta.

Trump não deixou claro sobre o que irá acontecer com os transgéneros que já ocupam postos no Exército, na Marinha e Força Aérea dos EUA.

No ano passado, citando um estudo da think tank RAND Corporation, o então secretário de Defesa Ash Carter afirmou que pelo menos 2,5 mil transgéneros ocupam postos nas Forças Armadas americanas e outros 1,5 mil são membros da reserva.

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