Shawn Thew / EPA

Donald Trump encontrou-se com estudantes, professores e familiares das vítimas de Parkland

O Presidente dos Estados Unidos recebeu na Casa Branca professores, estudantes e familiares das vítimas do tiroteio da Florida.

Donald Trump sugeriu esta quarta-feira que armar professores poderia ser a solução no que toca a prevenir massacres como o de quarta-feira da semana passada quando, numa escola secundária da Florida, um rapaz de 19 anos, Nikolas Cruz, entrou armado e fez um saldo de 17 mortes.

Depois de se reunir com os sobreviventes do tiroteio, o Presidente disse: “Se tivéssemos um professor especialista em armas de fogo, o ataque poderia terminar muito rapidamente”. Donald Trump admitiu saber que a ideia seria controversa, segundo a Reuters.

Em semicírculo, no restaurante Estatal da Casa Branca, o Presidente dos Estados Unidos ouviu professores, familiares das vítimas e estudantes que exigem mudanças para que novos massacres não voltem a acontecer.

Trump comprometeu-se a tomar medidas para melhorar a verificação de antecedentes de quem adquire armas, avança a RT.

Na reunião participaram seis estudantes de Parkland, a escola que foi tomada de assalto por Nikolas Cruz que, com uma semi-automática AR-15, matou indiscriminadamente quem aparecia à sua frente.

Por fim, o Presidente assegurou a todos os participantes da reunião que a sua Administração trataria de fazer um “finca-pé” para melhorar as comprovações dos antecedentes e da saúde mental dos alunos num esforço para tornar as escolas mais seguras.

Este tiroteio foi o 18º numa escola dos Estados Unidos, só este ano, e o segundo mais mortífero, desde o de Sandy Hook, que aconteceu em 2012 e fez 26 mortos.

De acordo com a Everytown Research, que contabiliza tiroteios em escolas e universidades desde 2013, 291 tiroteios tiveram lugar em escolas dos EUA desde 2013, ou seja, uma média de um por semana.

Trump usou cábula para se lembrar de mostrar empatia com vítimas de tiroteio

Durante a reunião, Donald Trump segurou uma folha que acabou por ser fotografada pelos jornalistas presentes. A folha tinha 5 pontos, como “O que gostariam que soubesse sobre a vossa experiência?”, “O que podemos fazer para vos ajudar a sentirem-se seguros?”.

O ponto três e quatro são impercetíveis, mas o que está a captar a atenção é o ponto cinco. “I hear you“, lê-se no último ponto, que traduzido à letra, seria “eu ouço-vos”, mas a expressão poderá ser traduzida como “Compreendo-vos”.

De acordo com o Jornal de Notícias, vários meios de comunicação norte-americanos e utilizadores de redes sociais criticaram o Presidente por, aparentemente, precisar de ser lembrado de mostrar empatia para com as vítimas.

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