Pete Marovich / POOL / EPA

A conversa por telefone entre o presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro australiano não terá corrido como era esperado. Em causa estará o acordo de Barack Obama para receber milhares de refugiados deste país.

Segundo o The Washington Post, a conversa com o primeiro-ministro Malcolm Turnbull deveria ter sido uma conversa agradável, uma vez que os dois países são grandes aliados, mas acabou por ser exatamente o oposto.

A chamada, que terá sido feita no último sábado, deveria ter demorado uma hora mas, de acordo com o jornal norte-americano, durou apenas 25 minutos porque Donald Trump desligou de forma abrupta.

O Presidente norte-americano terá mesmo dito ao governante australiano que, num dia em que já tinha feito quatro chamadas, entre as quais uma ao Presidente russo, Vladimir Putin, aquela tinha sido “de longe a pior”.

Em causa está um acordo, selado ainda durante a administração de Barack Obama, que prevê a entrada nos Estados Unidos de 1.250 refugiados de um centro de detenção australiano.

Trump já comentou este acordo na sua conta do Twitter: “Conseguem acreditar nisto? A administração Obama acordou receber milhares de imigrantes ilegais da Austrália. Porquê? Vou estudar este acordo parvo!

“.

Sobre o telefonema, o primeiro-ministro australiano adotou uma postura mais discreta, afirmando que este tipo de conversas entre chefes de Estado “são conduzidas de forma cândida, franca, privada”. “Se virem relatos destas conversas, não vou acrescentar nada”.

Recorde-se que, na passada sexta-feira, Trump emitiu um decreto que proibiu a entrada no país de todos os refugiados por um período mínimo de 120 dias e a de cidadãos de sete países – Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen – durante 90 dias.

A proibição suscitou críticas em todo o mundo, incluindo da União Europeia e de vários países aliados, bem como vários protestos dentro do país.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”” ]