Kremlin

A empresa de Donald Trump quis oferecer a penthouse de um arranha-céus em Moscovo a Vladimir Putin durante a campanha presidencial de 2016.

A Trump Organization, empresa de Donald Trump, pensou oferecer a penthouse de um arranha-céus em Moscovo, que não chegou a ser construído, a Vladimir Putin.

Estes planos existiram durante a campanha presidencial de 2016, que acabou por eleger Trump como Presidente dos Estados Unidos, o mesmo que sempre negou quaisquer relações com o Presidente russo, que é suspeito de ter tentado influenciar o resultado das eleições norte-americanas.

A revelação é feita pela Buzzfeed News – que recorreu a quatro fontes, uma das quais a pessoa que organizou o plano – e surge no contexto da confissão por parte do antigo advogado de Trump, Michael Cohen, de que mentiu sobre um negócio imobiliário que esteve em discussão durante a campanha.

De acordo com as fontes ouvidas pelo site, a hipótese de presentear Putin com uma penthouse de 50 milhões de dólares foi discutida entre Cohen e o responsável pela comunicação de Vladimir Putin.

Desta forma, o objetivo era construir um arranha-céus com cerca de 100 andares, sendo que a penthouse, avaliada em 50 milhões de dólares, seria oferecida ao Presidente russo.

A BuzzFeed não garante que Donald Trump teve conhecimento destes planos, mas adianta que estes terão sido ideia de uma das fontes citadas, Felix Slater

, um sócio de Cohen, que pensou que seria uma boa ideia oferecer a penthouse luxuosa a Putin porque, depois, todos os oligarcas russos iam querer comprar andares no mesmo edifício.

A ideia de construir um arranha-céus em Moscovo já estava a ser pensada pela Trump Organization há muito tempo, escreve o Observador.

No entanto, Slater avançou com a ideia do projeto quando Trump anunciou a sua candidatura à presidência em 2015, tudo porque, além de ser um negócio lucrativo, “era uma forma de melhorar as relações entre os países, mostrando que os negócios e o comércio são muito melhores, nesse aspeto, do que a diplomacia e a política”.

Mas, apesar de a publicação não garantir que Donald Trump estava a par do negócio, Michael Cohen já tinha declarado que mantinha regularmente a família Trump a par dos negócios da empresa, mesmo durante a campanha.

O Presidente norte-americano já reagiu às declarações de Cohen, afirmando que este é uma “pessoa fraca” e que está a mentir para conseguir uma redução de pena.

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