O Presidente norte-americano admitiu, esta sexta-feira, uma “possível opção militar” na Venezuela, país que atravessa uma grave crise política sob a alçada do governo do Presidente Nicolás Maduro.
“Temos várias opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar, se necessário”, afirmou o chefe de Estado norte-americano aos jornalistas, no seu clube de golfe em Bedminster.
Questionado se essa seria uma ação impulsionada pelos EUA, Trump preferiu não responder. “Mas uma operação militar, uma opção militar é seguramente algo que podíamos explorar”, afirmou Donald Trump.
“A Venezuela não é longe e há pessoas que sofrem e pessoas que morrem“, acrescentou, sem precisar mais detalhes.
Do lado venezuelano, o ministro do Poder Popular para a Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, classificou as declarações do Presidente norte-americano como “a mais grave e insolente ameaça já proferida contra a Pátria de Bolívar”.
As declarações de Trump acontecem um dia depois de o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ter dito numa sessão especial da Assembleia Constituinte que desejava ter “uma conversa pessoal” com o seu homólogo americano.
“Tome medidas de modo a que eu possa ter uma conversa pessoal com Donald Trump”, afirmou Maduro, dirigindo-se ao recém-nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza.
Maduro renovou o desejo de “restabelecer relações políticas, de diálogo e respeito” com os EUA. “Acredito na diplomacia”, afirmou, indicando que o diálogo pode ser mantido ao telefone ou pessoalmente, em Nova Iorque, por ocasião da Assembleia-Geral da ONU, marcada para 20 de setembro.
Ainda assim, o Presidente venezuelano advertiu Trump que Caracas tem “as armas na mão” no caso de um eventual ataque. “A Venezuela nunca se renderá”, afirmou, sublinhando que o “império americano” deve saber disso.
A Venezuela, que se encontra mergulhada numa grave crise política, é palco desde o início de abril de uma onda de protestos a favor e contra o governo, alguns dos quais resvalaram em violentos confrontos, que fizeram pelo menos 125 mortos.
Os protestos intensificaram-se a partir de 1 de maio quando Maduro convocou a eleição da Assembleia Constituinte, realizada em 30 de julho, a qual foi boicotada pela oposição venezuelana. EUA, União Europeia e uma dezena de países da América Latina também não reconhecem o novo órgão.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]
Mais uma ideia de Trampa!!...