Face às eleições presidenciais dos EUA que se realizem este ano, Donald Trump montou uma máquina de desinformação, conhecida por “Estrela da Morte”, avaliada em mil milhões de dólares.
Enquanto se desenrolam as primárias democratas para escolher o candidato que vai defrontar Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas este ano, o diretor de campanha do presidente dos Estados Unidos vai dando uso a uma máquina de desinformação avaliada em mil milhões de dólares.
Num extenso artigo publicado esta semana no The Atlantic oferece algumas luzes daquela que é chamada de “Estrela da Morte”, numa clara referência à estação espacial bélica da saga cinematográfica de ficção científica Star Wars.
Esta máquina é oleada por Brad Parscale, o consultor digital e assessor político que foi o diretor de redes sociais de campanha presidencial responsável pela nomeação de Trump em 2016. Quatros anos depois, Parscale assume novamente a responsabilidade de reeleger Donald Trump por mais um mandato.
Neste artigo é explicado, de forma exaustiva, como é que Trump e Parscale recorrem à Internet Research Agency, uma empresa russa envolvida em operações de influência online em nome de interesses políticos e comerciais. O objetivo é, de acordo com o Raw Story, fazer uma lavagem cerebral a milhões de pessoas nas redes sociais através de propaganda personalizada e direcionada.
McKay Coppins, o autor do artigo, classifica esta estratégia como “a mais extensa campanha de desinformação da história dos Estados Unidos da América”.
E como é que a esta máquina trabalha? Recolhendo cerca de 3 mil indicadores sobre todos os votantes do país e ajustando anúncios específicos para estas pessoas nas redes sociais. Gostos, interesses, cor preferida e hobbies são apenas alguns dos dados recolhidos nesta mega-campanha.
A ideia passa por destruir a imprensa tradicional, apostando na propagação de desinformação nas redes sociais. Até fora de campanha, durante o seu primeiro mandato, Trump fez 16.241 afirmações falsas ou enganosas nos seus primeiros três anos na Casa Branca, de acordo com um levantamento de fact-checking feito pelo The Washington Post. Além disso, só em 2018, o chefe de Estado americano disse 15 mentiras por dia.
Se em 2016, com menos recursos, a campanha resultou na perfeição, imagine-se o que não conseguirá fazer com um mil milhão de dólares em 2020. Donald Trump saiu ainda recentemente revigorado de um processo falhado de impeachment, que mantém o seu nome no caminho necessário para a reeleição.
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Bloomberg gastar aproximadamente 1M de dolares por dia em anuncios no facebook desde janeiro, ou seja, +/-31M contra +/- 6m de Trump já não é desinformação nem influencia online. Tenho pena das "ovelhas" que não veem os dois lados.