A decisão da campanha do Presidente norte-americano é uma forma de retaliação contra a decisão da Bloomberg News de não investigar os candidatas democratas.
A campanha de recandidatura de Donald Trump anunciou, esta segunda-feira, que vai barrar jornalistas da Bloomberg News dos seus comícios e eventos políticos. Segundo o New York Times, esta é uma forma de retaliar contra a decisão da organização de não investigar os candidatas democratas depois da entrada de Michael Bloomberg na corrida presidencial 2020.
Em 2016, órgãos de comunicação como o Washington Post, o Politico e o BuzzFeed News também foram afastados de eventos da campanha do então candidato republicano, recorda o jornal nova-iorquino.
Bloomberg, que já foi ex-presidente da Câmara de Nova Iorque, anunciou oficialmente a sua candidatura às primárias do Partido Democrata, com o objetivo de derrotar Trump nas Presidenciais de 2020.
Depois deste anúncio, os editores do órgão de comunicação com o seu nome deram instruções aos jornalistas para evitar “investigações profundas” a Michael Bloomberg ou a qualquer outro candidato democrata. De acordo com o NYT, “foi uma tentativa de justiça que alguns jornalistas consideraram de sufocante”.
“Visto que eles declararam a sua parcialidade abertamente, a campanha de Trump não vai mais atribuir credenciais aos representantes da Bloomberg News para comícios ou outros eventos da campanha eleitoral”, afirmou o diretor de campanha do Presidente, Brad Parscale, numa nota publicada esta segunda-feira, acrescentando que qualquer colaboração com este órgão será analisada “caso a caso”.
Segundo o jornal norte-americano, cerca de 2.700 jornalistas trabalham na Bloomberg L.P. e esta não é a primeira vez que estão de mãos atadas relativamente ao seu proprietário. Durante os 12 anos em que o magnata esteve à frente da Câmara de Nova Iorque, a cobertura da sua vida pessoal e respetiva fortuna era considerada “fora dos limites”.
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Merica!!