Paulo Cunha / Lusa
Incêndio em Pedrógão Grande
Há uma nova teoria que procura justificar como é que começou o grande incêndio de Pedrógão Grande que matou 64 pessoas. Depois das teses de trovoada seca e de mão criminosa, o presidente da Liga de Bombeiros fala do “arco voltaico”, uma anomalia técnica gerada pelos postos de média e alta tensão.
A Polícia Judiciária aponta uma trovoada seca como a causa provável do grande incêndio que devastou Pedrógão Grande, mas o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) já veio dizer que não caíram raios naquela zona, à hora do arranque do incêndio.
E depois de ter afirmado que o fogo poderá ter tido origem em “mão criminosa”, o presidente da Liga de Bombeiros, Jaime Marta Soares, acrescenta agora como terceira causa provável para a tragédia um eventual “efeito do arco voltaico”.
“Passam ali naquela zona linhas de média e alta tensão. Tenho para mim que as linhas de alta e média tensão, com temperaturas muito altas e com o vento, não se tocando, aproximando-se, podem criar efectivamente descargas eléctricas, que é o chamado arco voltaico”, refere Marta Soares em entrevista à TVI24.
Marta Soares nota ainda que tem “boas informações” de que “há um ferimento nos cabos”, naquela zona. “São cabos grossos, em que se detectou um ferimento, uma ruptura, um corte que pode ter originado esta situação“, salienta o presidente da Liga de Bombeiros, pedindo para que esta pista seja investigada.
Este responsável também se reporta aos dados avançados pelo IPMA que nota que não houve trovoadas secas à hora a que começou o incêndio de Pedrógão Grande. “Só alguma invenção, só algum raio telecomandado ou teleguiado
é que foi àquele sítio fazer aquele incêndio”, conclui Marta Soares.“Não há evidência de que o fogo começou com um raio”
O presidente do IPMA, Miguel Miranda, avança na Renascença que não há provas de que o incêndio tenha começado devido a uma trovoada seca.
“Não há evidência meteorológica desse facto”, salienta Miguel Miranda, realçando que o IPMA reprocessou “todos os dados existentes” e que até pediu “apoio e colegas da rede Euclide (rede europeia) e os dados são os mesmos”, apontando para a inexistência de raios àquela hora.
Num relatório do IPMA divulgado pelo Diário de Notícias, refere-se uma “probabilidade baixa (mas não nula) da ocorrência de uma descarga nuvem-solo na proximidade do local de deflagração do incêndio”.
“O sistema, que tem uma “eficiência” de “cerca de 95%”, não regista queda de raios no solo”, na altura do início do fogo, conforme salienta o DN, com base nos dados do IPMA.
Mas apesar destes dados, a Polícia Judiciária mantém a tese da trovoada seca, estando agora a investigar a possibilidade de um raio ter atingido não uma árvore, como anunciado inicialmente, mas cabos de média tensão, com 15 mil volts, avança o Expresso.
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Realmente... que mais irão eles querer inventar ?
Saberão eles ao menos o que é um arco voltaico ? E como se produz ?
Cambada de patetas a sonhar alto ... !
E dizem eles que não houve fogo posto??? Como podem eles afirmar isso???
Quem lhes terá encomendado o discurso?
Como dizem algumas pessoas bem avisadas e informadas, "há um grande negócio dos incêndios que está a ser ESCONDIDO dos Portugueses" !
( Precisávamos cá do Marquês do Pombal que ele acabava com os "arcos voltaicos" e as "trovoadas secas" e mais o raio que os parta, num instantinho !!! )