O primeiro-ministro António Costa, em entrevista ao JN, acusa a Troika e o anterior governo de serem os principais responsáveis pelo caso Banif e fala sobre o futuro da TAP.
Em entrevista publicada esta sexta-feira, o Jornal de Notícias, primeiro-ministro afirma que as instituições responsáveis pelo resgate financeiro a Portugal estiveram “mais preocupadas com as juntas de freguesia do que com a banca”.
“A troika andou excessivamente preocupada a procurar problemas no Estado, nas autarquias, nas freguesias e nas regiões e bastante desatenta ao que acontecia no sistema financeiro”, acusa António Costa.
“Desde que o programa de ajustamento terminou, já vimos duas resoluções bancárias“, lembra o primeiro-ministro, numa referência aos casos BES e, mais recentemente, Banif.
O primeiro-ministro quer as responsabilidades do Banif apuradas, a supervisão da banca revista e o negócio da TAP investigado.
Mas António Costa faz questão de realçar que “temos de ter confiança no sistema de supervisão bancária, para não vivermos em dúvida sistemática em relação a cada uma das instituições reguladas”.
Abordando a questão da privatização da TAP, o primeiro-ministro defende que “um país como Portugal não se pode dar ao luxo de perder a sua companhia de bandeira”.
“A questão não se centra na gestão da empresa, mas na garantia de que a maioria do capital é público”, diz Costa.
“Nós só dizemos que 51% do capital vai voltar a ser da TAP”, assegura o primeiro-ministro.
“Não são questões ideológicas, são questões de interesse nacional“, conclui António Costa.
ZAP
Enfim, já começa ... o que vale é que com ele as opiniões mudam depressa ... estamos na fase de culpar tudo e todos ... para alguém que foi o número dois socrático, nada mal ...