Um Tribunal decidiu que uma mãe vegan e apologista de que os filhos devem viver “livres de toxinas” está obrigada a vaciná-los, mesmo que não queira fazê-lo.
O caso, que chegou a um Tribunal Superior Inglês, é reportado pelo jornal Independent, segundo o qual a mãe de dois rapazes de 2 e 4 anos é obrigada por esta decisão a vacinar os filhos contra a sua vontade.
A mulher alegou em tribunal que alimenta os filhos apenas com “produtos naturais” e que procura mantê-los “livres de toxinas”, defendendo também que a vacinação acarreta “um risco concreto” para a saúde.
“Nenhuma vacina é vegan. Não é natural ser injectado com elementos metálicos, e, como vegan, vai contra as minhas crenças que os meus filhos sejam injectados com algo que cresce em células animais ou que foi testado em animais”, argumentou a mulher em tribunal, conforme cita o Independent.
Segundo alega a mãe, o seu filho mais velho chegou a levar algumas vacinas e isso prejudicou a sua saúde, provocando-lhe tosse persistente e eczema.
Já o pai, que pretendia ver os filhos vacinados, acusou a mãe das crianças de ser “obsessiva, super-protectora e tacanha”, sublinhando que “suspeita de toda a medicina convencional”.
O juíz Mark Rogers acabou por sentenciar que os meninos têm que ser vacinados, baseando-se numa lei de 1989 – denominada “Children’s Act” – que permite à justiça sobrepor-se às decisões dos pais, em nome do bem-estar da criança.
“Lamento profundamente que a mãe veja a decisão como errada, mas o meu dever objectivo é claro”, salientou o juiz na leitura da sentença, relata o Independent.
Assim, as duas crianças deverão receber as vacinas do Plano definido pelas autoridades de saúde britânicas, nomeadamente as vacinas contra a difteria, a poliomielite, a meningite, o sarampo e a rubéola.
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Haja coragem e alguém com juízo! Vivemos no século XXI com todos os prós e os contras da civilização. Para trás nunca é o caminho.