Florida Gun Supply / YouTube

Andrew Hallinan defende o “direito dos norte-americanos a estabelecerem zonas livres de muçulmanos”

Um tribunal distrital do estado da Flórida, nos Estados Unidos, rejeitou uma acção judicial contra uma loja de armas que se recusou a vender os seus produtos a muçulmanos.

A acção foi apresentada em julho pelo CAIR, Conselho de Relações Islâmicas Americanas, contra Andrew Hallinan, dono da Florida Gun Supply, uma loja de armas.

A acção foi intentada depois de Hallinan ter publicado um vídeo no Facebook onde declara que a sua loja era uma “zona livre de muçulmanos“.

A juíza responsável pelo processo, Beth Bloom, considerou a acção improcedente, alegando que o seu autor não tinha conseguido “fazer prova dos danos causados pela política da loja”.

Hassan Shibly, director executivo do CAIR, argumenta que o vendedor violou a Lei dos Direitos Civis, ao ferir a liberdade dos clientes, discriminando-os com base na sua religião.

“Os muçulmanos americanos têm o direito de procurar e comprar armas, ter aulas de segurança armada e disparar sem serem discriminados”, disse Shibly, citado pela Sputnik News.

O proprietário da loja de armas, por seu turno, explicou ao WND que se recusa a “equipar o próximo terrorista tipo-Paris com armas perigosas”.

“O meu objectivo é mudar a América – com uma arma de cada vez”, diz Andrew Hallinan.

“Ninguém está a defender a América, portanto defenderei eu”, explica o dono da Florida Gun Supply.

O direito dos norte-americanos a comprar e portar armas para defesa pessoal está consagrado na famosa Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Em janeiro de 2010, o Supremo Tribunal dos EUA anulou uma lei que proibia o porte de armas em Chicago.

O ano passado, a justiça federal obrigou o Estado do Illinois a permitir que os seus cidadãos usassem armas escondidas. O Illinois era o único estado que ainda proibia essa prática.

E também o ano passado, um juiz federal declarou inconstitucional uma ordem municipal de Chicago, que proibia a venda e porte de armas de fogo na cidade, uma das mais violentas do país.

Nos EUA, entrar numa loja e comprar uma arma é um direito, protegido pela Constituição, de todos os cidadãos norte-americanos. Ou quase todos.

ZAP